<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-5074706240441325206</id><updated>2012-01-24T11:46:56.225-08:00</updated><title type='text'>Receba essa humilde caridade</title><subtitle type='html'>Quantas histórias você precisa para fazer um livro? Quantos livros você precisa para fazer uma vida?
Quantas Vidas você precisa para fazer um blog?</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://esmolaliteraria.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5074706240441325206/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esmolaliteraria.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Barba Ruiva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08039185348012128001</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://images.orkut.com/orkut/albums/ATgAAADJWIbUqniA8Sz4ye7IyFYQnVt-10zs7h_50_QAgvkwt4AozpJgw-9fP2Slub-cHVVV22TF9H5VzliDo82HaMYYAJtU9VD_ER_GHLcwSUJUvNgppCzEnPCC7g.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>48</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5074706240441325206.post-6423008650004330057</id><published>2012-01-24T11:46:00.001-08:00</published><updated>2012-01-24T11:46:56.237-08:00</updated><title type='text'>Feira das vaidades.</title><content type='html'>"Eu vou na feira da fruta, pra ver o que a feira da fruta tem", cantalorei, seguindo até a feira. As frutas tem de cor amarela, laranja e verde; tem ácido, bagaço e semente. Pode ser banana, uva ou limão. Assim, transito entre olhos ávidos por beleza, doçura e saúde. Todos estão em busca de algo que em princípio não entendo o que. Vago entre os seus pensamentos, anseios e medos. Entre um aperto no mamão e uma cheirada na goiaba, transito entre as frutas. Posso até imaginar o que se passa nesse mercado de carne frutífera. Todas com suas cores, vibrantes ou opacas, vendem-se: sua pele, sua carne, seu ser. Mas nada mais me chamou a atenção do que a discussão entre uma Beterraba e um cacho de Uvas, disputando posição de destaque. Era mais ou menos assim:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Saia daqui, sua aproveitadeira! Vai ser sempre a experimentada e nunca a comprada, disse a Beterraba.&lt;br /&gt;- Eu? Não, jamais! Eu sou sempre a experimentada porque me desdobro em muitas para saciar várias bocas sedentas do meu sumo, da minha carne. E você, alguém te come crua?, responderam em coro as Uvas.&lt;br /&gt;- Eu? Não, jamais... Eu sou um pouco dura,sou da terra, sabe. Mas tenho muitas vitaminas, e depois de um banho quente, o corpo ferve e amolece, facilitando as bocanhadas. Suculenta, animo até anêmico!, arrebatou a Beterraba&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi só isso que ouvi. Fui embora, não tinha dinheiro suficiente para ver o que a fruta tem. Logo alguém chegou degustando as uvas, uma mão para cada uma. Com a Beterraba foi diferente: quem conhece, e gosta, já pega e leva embora. Ninguém precisa ver o que farão com ela, está implícito nas Beterrabas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5074706240441325206-6423008650004330057?l=esmolaliteraria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://esmolaliteraria.blogspot.com/feeds/6423008650004330057/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5074706240441325206&amp;postID=6423008650004330057' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5074706240441325206/posts/default/6423008650004330057'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5074706240441325206/posts/default/6423008650004330057'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esmolaliteraria.blogspot.com/2012/01/feira-das-vaidades.html' title='Feira das vaidades.'/><author><name>Barba Ruiva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08039185348012128001</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://images.orkut.com/orkut/albums/ATgAAADJWIbUqniA8Sz4ye7IyFYQnVt-10zs7h_50_QAgvkwt4AozpJgw-9fP2Slub-cHVVV22TF9H5VzliDo82HaMYYAJtU9VD_ER_GHLcwSUJUvNgppCzEnPCC7g.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5074706240441325206.post-1564963045363656921</id><published>2012-01-23T11:22:00.000-08:00</published><updated>2012-01-23T11:26:55.494-08:00</updated><title type='text'>Animais urbanos.</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-bhXfktS0ERE/Tx20Ccb5p5I/AAAAAAAAAKI/pZ_Nkq3_jG8/s1600/largodaordemcavalo.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-bhXfktS0ERE/Tx20Ccb5p5I/AAAAAAAAAKI/pZ_Nkq3_jG8/s400/largodaordemcavalo.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5700910657406871442" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ali, bem ali, ao lado do cavalo, o que baba, sentei. Porque a noite estava quente, mesmo quase abril em Curitiba, e porque as pernas tremiam de cansaço. Não perde a penumbra característica esse Largo da Ordem, mesmo com novas e reluzentes luminárias. Essa imagem me lembra o barroco com seus contrastes: a luz e a sombra. E não somente na iluminação, porém.&lt;br /&gt;Sentado ali, ali mesmo, no meio da praça, era alvo dos olhares. Eu, com camisa, sapato e mochila; barba feita e gel no cabelo. Eu, um completo mauricinho, fazia o que ali? Esperava, simplesmente. Mas então veio o primeiro, um menino com sacola cheia de latas numa mão, a outra estendida pra mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Tem moeda?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tinha mas falei que não. Na verdade nem falei: movimentei a cabeça de lado a outro, sem mudar o semblante. Seguiu para longe avistar outro possível porquinho, daqueles do Banestado, coloridos e tudo. Noutro lado da praça, jovens. Mas bem jovens, nos seus quinze dezesseis anos, com garrafa de plástico numa mão e paninho encharcado noutra. Tyner, provavelmente. Se fosse comigo, seria uma garrafa de café e papéis, meus vícios: cafeína e escrever.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na rua lateral à igreja o cuidador de carro intercala, entre o Corsa e o Fiesta, uma pedrinha. A cracolândia sobrevive! E bem cuidado é só três reais. Não demora muito pra uma senhora de meia idade sentar ao meu lado e sem permissão falar sobre sua vida difícil pra sustentar a filha coxa. Quase sempre nem ouço ou entendo direito o que falam, só digo “Não tenho” e mudo o curso ou sigo em frente. Mas ali eu até ouvi o lamento. Nem saí, nem falei. Continuei meu exercício predileto: observar. Ela desistiu e foi perambular pela praça a caçar alguém menos curitibano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, naquela noite, não teria descanso pra mim. Ao lado do banco improvisado, a borda da fonte do cavalo, aparece uma barata. Como não veio na minha direção, só olhei. Bicho asqueroso, traz doenças e além de tudo é feio. No chão aparecem outras: três ao todo. Ou talvez cinco. Reparei que na praça toda, pelos cantos e buracos, tinha sempre uma porçãozinha delas. Isso porque na vinda pra cá vi um rato que pelo tamanho parecia um gato. Faltou miar. Não entendo essa cidade, com seus animais urbanos. A beleza do relógio das flores, as árvores, praças e os bueiros fedorentos, com seus animais à caça de algo para comer. Essa cidade parece que parou no século XVII: a própria personificação do barroco contemporâneo. Levanto de um salto, piso em duas ou três baratas, fazendo o barulho característico, “cléqui”, e vou embora. Pelo menos com as baratas é mais fácil.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5074706240441325206-1564963045363656921?l=esmolaliteraria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://esmolaliteraria.blogspot.com/feeds/1564963045363656921/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5074706240441325206&amp;postID=1564963045363656921' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5074706240441325206/posts/default/1564963045363656921'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5074706240441325206/posts/default/1564963045363656921'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esmolaliteraria.blogspot.com/2012/01/animais-urbanos.html' title='Animais urbanos.'/><author><name>Barba Ruiva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08039185348012128001</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://images.orkut.com/orkut/albums/ATgAAADJWIbUqniA8Sz4ye7IyFYQnVt-10zs7h_50_QAgvkwt4AozpJgw-9fP2Slub-cHVVV22TF9H5VzliDo82HaMYYAJtU9VD_ER_GHLcwSUJUvNgppCzEnPCC7g.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-bhXfktS0ERE/Tx20Ccb5p5I/AAAAAAAAAKI/pZ_Nkq3_jG8/s72-c/largodaordemcavalo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5074706240441325206.post-937270911378151628</id><published>2011-03-29T21:24:00.000-07:00</published><updated>2011-03-29T21:32:29.318-07:00</updated><title type='text'>Angústia</title><content type='html'>Um peso,um quilo,ou dois. Um tanto,sem cor, nem forma. Uma pedra,nem grande,nem pequena. Um susto incubado, uma réstia de ar. Lampejo. Os olhos, estatelados, se prendem na tentativa de fuga sem saída. A voz, calada, se enrola e como bola de neve que vira avalanche, engasga. E o coração se aperta e continua a bater, fraquinho, pra dentro e pra dentro até que um dia se torne livre, somente um sopro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5074706240441325206-937270911378151628?l=esmolaliteraria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://esmolaliteraria.blogspot.com/feeds/937270911378151628/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5074706240441325206&amp;postID=937270911378151628' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5074706240441325206/posts/default/937270911378151628'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5074706240441325206/posts/default/937270911378151628'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esmolaliteraria.blogspot.com/2011/03/angustia.html' title='Angústia'/><author><name>Barba Ruiva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08039185348012128001</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://images.orkut.com/orkut/albums/ATgAAADJWIbUqniA8Sz4ye7IyFYQnVt-10zs7h_50_QAgvkwt4AozpJgw-9fP2Slub-cHVVV22TF9H5VzliDo82HaMYYAJtU9VD_ER_GHLcwSUJUvNgppCzEnPCC7g.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5074706240441325206.post-6282097743534064664</id><published>2011-02-22T21:10:00.000-08:00</published><updated>2011-02-27T21:43:35.990-08:00</updated><title type='text'>Sobre a espera e chuva de verão.</title><content type='html'>Agente fica meio assim, sentado no banco da praça, com aquele vento na cara, que vem folha, poeira, papel de bala e junto traz alguns pingos da iminente chuva. Nem ligamos se vai molhar o livro na mochila ou se a meia ficará com cheiro de carne podre. Não, essa não seria sua reação. Uma chuva, forte, determinada a alagar tudo o que for preciso, a molhar cada pedaço de pano que resta da sua cueca que achou estar intacta. Uma chuva que se pudesse lavaria a sua alma. E você à espreita: o que querem me mostrar? Como se todo momento nessa vida tivesse que ter significado algum. Como se uma folha cai no seu cabelo pra provar alguma teoria. Como se o chiclete que você pisou e não consegue tirar do tênis fosse a prova de que tudo volta, quando você se esqueceu e jogou o chiclete na calçada daquela vez. Você tá brincado comigo? Essa é a questão, fatídica. Você reclama por que estava um sol maravilhoso com um lindo céu azul e no susto surgem essas nuvens grisalhas com uma voraz vontade de jorrar tudo aquilo que podem conter. Quase um mijão depois do porre. Uma necessidade de esgotar o que pesava carregar, sem poder continuar. Até coloca a língua pra fora pra ver se não é mijo mesmo o que cai do céu. Mijo de nuvem pode tomar, oras. Uma risada entre pessoas desesperadas por um toldo no decorrer da rua. E surgem do nada vendedores de guarda-chuvas: dez reais, só dez reais. O meu deixei em casa, muito bem guardado atrás da porta, pra dias que seja preciso. Hoje não. Não está frio nem tenho compromisso, posso aproveitar um banho de chuva como se não precisasse fazer nada mais hoje. Queria, na verdade. A vontade era mijar todo o meu peso e subir, finalmente, aos céus pra seguir um caminho desconhecido, branco, sem cor nem forma, em paz.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5074706240441325206-6282097743534064664?l=esmolaliteraria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://esmolaliteraria.blogspot.com/feeds/6282097743534064664/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5074706240441325206&amp;postID=6282097743534064664' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5074706240441325206/posts/default/6282097743534064664'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5074706240441325206/posts/default/6282097743534064664'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esmolaliteraria.blogspot.com/2011/02/sobre-espera-e-chuva-de-verao.html' title='Sobre a espera e chuva de verão.'/><author><name>Barba Ruiva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08039185348012128001</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://images.orkut.com/orkut/albums/ATgAAADJWIbUqniA8Sz4ye7IyFYQnVt-10zs7h_50_QAgvkwt4AozpJgw-9fP2Slub-cHVVV22TF9H5VzliDo82HaMYYAJtU9VD_ER_GHLcwSUJUvNgppCzEnPCC7g.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5074706240441325206.post-108372359197131466</id><published>2010-04-30T21:34:00.000-07:00</published><updated>2010-04-30T21:44:33.119-07:00</updated><title type='text'>Neurônio</title><content type='html'>no espaço de um segundo&lt;br /&gt;o beijo dado&lt;br /&gt;sentido&lt;br /&gt;tocado&lt;br /&gt;chega na minha mente&lt;br /&gt;por impulso&lt;br /&gt;com a imagem de uma vida toda&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5074706240441325206-108372359197131466?l=esmolaliteraria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://esmolaliteraria.blogspot.com/feeds/108372359197131466/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5074706240441325206&amp;postID=108372359197131466' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5074706240441325206/posts/default/108372359197131466'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5074706240441325206/posts/default/108372359197131466'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esmolaliteraria.blogspot.com/2010/04/neuronio.html' title='Neurônio'/><author><name>Barba Ruiva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08039185348012128001</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://images.orkut.com/orkut/albums/ATgAAADJWIbUqniA8Sz4ye7IyFYQnVt-10zs7h_50_QAgvkwt4AozpJgw-9fP2Slub-cHVVV22TF9H5VzliDo82HaMYYAJtU9VD_ER_GHLcwSUJUvNgppCzEnPCC7g.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5074706240441325206.post-8276218322986188307</id><published>2010-03-02T19:12:00.000-08:00</published><updated>2010-03-02T19:15:22.408-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Exercício da Oficina de Narrativas Longas.&lt;br /&gt;Frase: "Ele lançou um olhar terrível"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;resposta:&lt;br /&gt;"Achei ter visto um anjo.Tinha asas e voava.Mas me atirou um olhar tal qual a lança do destino. Secou a boca,tremor nas mãos. Queria eu ter nunca visto tamanha cólera.Pensei ter ido diretamente para o inferno. Acordei todo mijado."&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5074706240441325206-8276218322986188307?l=esmolaliteraria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://esmolaliteraria.blogspot.com/feeds/8276218322986188307/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5074706240441325206&amp;postID=8276218322986188307' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5074706240441325206/posts/default/8276218322986188307'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5074706240441325206/posts/default/8276218322986188307'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esmolaliteraria.blogspot.com/2010/03/exercicio-da-oficina-de-narrativas.html' title=''/><author><name>Barba Ruiva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08039185348012128001</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://images.orkut.com/orkut/albums/ATgAAADJWIbUqniA8Sz4ye7IyFYQnVt-10zs7h_50_QAgvkwt4AozpJgw-9fP2Slub-cHVVV22TF9H5VzliDo82HaMYYAJtU9VD_ER_GHLcwSUJUvNgppCzEnPCC7g.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5074706240441325206.post-7657720695419411386</id><published>2009-12-09T21:24:00.001-08:00</published><updated>2009-12-09T21:24:37.888-08:00</updated><title type='text'>Fissão Nuclear</title><content type='html'>Um dia sentado na praça, sentindo o vento no rosto e pensando em qualquer coisa,respirei fundo e chorei. O mais trancafiado, dolorido e libertário choro. Era como se a torneira fosse aberta e não tivesse mais como fechar. E ao mesmo tempo eu sorria, como se visse graça naquela cara de bobo que fazia ao chorar. O corpo tremia igual vara verde. Eram espasmos jorrando corpo à fora. Uma revolta interna que finalmente chegou à superfície e com isso alcançara a liberdade. Eu trancafiava aqueles sentimentos misturados em forma de angústia.E como uma bomba, explodiu.&lt;br /&gt;Fui sentindo a poeira baixar, cada fragmento plainando no ar até encostar no chão. A vista que estava turva, embaçada, agora conseguia avistar o horizonte. O mundo não havia acabado, nem mesmo sentido sequer abalo com a voracidade da bomba. O dia fazia sol, com vento refrescante.&lt;br /&gt;Limpei os olhos com as mãos e funguei a coriza. Nada havia mudado. As pessoas andavam normalmente pela rua, passando pelo meio da praça e seguindo adiante. Respirei fundo e levantei. Abri um sorriso e segui adiante tão leve quanto uma molécula de hidrogênio.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5074706240441325206-7657720695419411386?l=esmolaliteraria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://esmolaliteraria.blogspot.com/feeds/7657720695419411386/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5074706240441325206&amp;postID=7657720695419411386' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5074706240441325206/posts/default/7657720695419411386'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5074706240441325206/posts/default/7657720695419411386'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esmolaliteraria.blogspot.com/2009/12/fissao-nuclear.html' title='Fissão Nuclear'/><author><name>Barba Ruiva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08039185348012128001</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://images.orkut.com/orkut/albums/ATgAAADJWIbUqniA8Sz4ye7IyFYQnVt-10zs7h_50_QAgvkwt4AozpJgw-9fP2Slub-cHVVV22TF9H5VzliDo82HaMYYAJtU9VD_ER_GHLcwSUJUvNgppCzEnPCC7g.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5074706240441325206.post-7931646239470614225</id><published>2009-12-08T21:01:00.000-08:00</published><updated>2009-12-08T21:19:28.738-08:00</updated><title type='text'>Palpitações</title><content type='html'>Puramente secreto&lt;br /&gt;impunemente insano&lt;br /&gt;no limiar do desejo&lt;br /&gt;sem que haja decreto&lt;br /&gt;nem sentimento mundano&lt;br /&gt;enfim alcançar o teu beijo&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5074706240441325206-7931646239470614225?l=esmolaliteraria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://esmolaliteraria.blogspot.com/feeds/7931646239470614225/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5074706240441325206&amp;postID=7931646239470614225' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5074706240441325206/posts/default/7931646239470614225'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5074706240441325206/posts/default/7931646239470614225'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esmolaliteraria.blogspot.com/2009/12/palpitacoes.html' title='Palpitações'/><author><name>Barba Ruiva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08039185348012128001</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://images.orkut.com/orkut/albums/ATgAAADJWIbUqniA8Sz4ye7IyFYQnVt-10zs7h_50_QAgvkwt4AozpJgw-9fP2Slub-cHVVV22TF9H5VzliDo82HaMYYAJtU9VD_ER_GHLcwSUJUvNgppCzEnPCC7g.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5074706240441325206.post-8858183729707814539</id><published>2009-12-01T19:15:00.000-08:00</published><updated>2009-12-01T19:38:16.426-08:00</updated><title type='text'>Coração</title><content type='html'>Como um sopro&lt;br /&gt;quase um minuano&lt;br /&gt;se aloja no peito&lt;br /&gt;sem nenhum respeito&lt;br /&gt;que em tom leviano&lt;br /&gt;se infla de novo&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5074706240441325206-8858183729707814539?l=esmolaliteraria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://esmolaliteraria.blogspot.com/feeds/8858183729707814539/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5074706240441325206&amp;postID=8858183729707814539' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5074706240441325206/posts/default/8858183729707814539'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5074706240441325206/posts/default/8858183729707814539'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esmolaliteraria.blogspot.com/2009/12/coracao.html' title='Coração'/><author><name>Barba Ruiva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08039185348012128001</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' 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href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5074706240441325206&amp;postID=6338054824665845250' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5074706240441325206/posts/default/6338054824665845250'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5074706240441325206/posts/default/6338054824665845250'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esmolaliteraria.blogspot.com/2009/11/sonho.html' title='Sonho'/><author><name>Barba Ruiva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08039185348012128001</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' 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href='http://esmolaliteraria.blogspot.com/feeds/598632627981965840/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5074706240441325206&amp;postID=598632627981965840' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5074706240441325206/posts/default/598632627981965840'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5074706240441325206/posts/default/598632627981965840'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esmolaliteraria.blogspot.com/2009/11/tempo.html' title='Tempo'/><author><name>Barba Ruiva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08039185348012128001</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' 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href='http://esmolaliteraria.blogspot.com/feeds/7927463689146386611/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5074706240441325206&amp;postID=7927463689146386611' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5074706240441325206/posts/default/7927463689146386611'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5074706240441325206/posts/default/7927463689146386611'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esmolaliteraria.blogspot.com/2009/11/ciclo-da-agua.html' title='Ciclo da água'/><author><name>Barba Ruiva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08039185348012128001</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' 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rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5074706240441325206&amp;postID=5977545323251800799' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5074706240441325206/posts/default/5977545323251800799'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5074706240441325206/posts/default/5977545323251800799'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esmolaliteraria.blogspot.com/2009/09/ebrio.html' title='Ébrio'/><author><name>Barba Ruiva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08039185348012128001</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' 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Estava presente no vacilar das mãos e dos pés. Arrepios saltando os pêlos como gato uriçado. E esse tremor que de dentro vem, como lava querendo ser cuspida vulcão a fora. Um grito talvez. Abafado e contido. E na ânsia de sair,perdeu suas forças e sequer tornou-se um simples gemido entre os lábios.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5074706240441325206-727821281759122755?l=esmolaliteraria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://esmolaliteraria.blogspot.com/feeds/727821281759122755/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5074706240441325206&amp;postID=727821281759122755' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5074706240441325206/posts/default/727821281759122755'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5074706240441325206/posts/default/727821281759122755'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esmolaliteraria.blogspot.com/2009/08/angustia.html' title='Angústia'/><author><name>Barba Ruiva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08039185348012128001</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://images.orkut.com/orkut/albums/ATgAAADJWIbUqniA8Sz4ye7IyFYQnVt-10zs7h_50_QAgvkwt4AozpJgw-9fP2Slub-cHVVV22TF9H5VzliDo82HaMYYAJtU9VD_ER_GHLcwSUJUvNgppCzEnPCC7g.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5074706240441325206.post-8504882209387525732</id><published>2009-08-11T10:18:00.000-07:00</published><updated>2009-08-11T10:20:31.832-07:00</updated><title type='text'>Dia bonito</title><content type='html'>O céu azul celestial&lt;br /&gt;O sol queimando em fogo&lt;br /&gt;o coração de força bestial&lt;br /&gt;ainda guarda seu único tesouro&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5074706240441325206-8504882209387525732?l=esmolaliteraria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://esmolaliteraria.blogspot.com/feeds/8504882209387525732/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5074706240441325206&amp;postID=8504882209387525732' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5074706240441325206/posts/default/8504882209387525732'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5074706240441325206/posts/default/8504882209387525732'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esmolaliteraria.blogspot.com/2009/08/dia-bonito.html' title='Dia bonito'/><author><name>Barba Ruiva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08039185348012128001</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://images.orkut.com/orkut/albums/ATgAAADJWIbUqniA8Sz4ye7IyFYQnVt-10zs7h_50_QAgvkwt4AozpJgw-9fP2Slub-cHVVV22TF9H5VzliDo82HaMYYAJtU9VD_ER_GHLcwSUJUvNgppCzEnPCC7g.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5074706240441325206.post-5405846357937088620</id><published>2009-08-06T21:22:00.001-07:00</published><updated>2009-08-06T21:31:40.257-07:00</updated><title type='text'>Última Ligação</title><content type='html'>E no fremir do derradeiro momento&lt;br /&gt;A voz emudece&lt;br /&gt;e a sensação perdura ininterruptamente&lt;br /&gt;como se caísse e nunca mais chegasse ao chão&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' 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Ruiva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08039185348012128001</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://images.orkut.com/orkut/albums/ATgAAADJWIbUqniA8Sz4ye7IyFYQnVt-10zs7h_50_QAgvkwt4AozpJgw-9fP2Slub-cHVVV22TF9H5VzliDo82HaMYYAJtU9VD_ER_GHLcwSUJUvNgppCzEnPCC7g.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5074706240441325206.post-700998947181915170</id><published>2009-08-06T07:12:00.000-07:00</published><updated>2009-08-06T07:18:39.063-07:00</updated><title type='text'>Poema tosco</title><content type='html'>E bate uma saudade assim&lt;br /&gt;que o peito infla&lt;br /&gt;e murcha outra vez&lt;br /&gt;o coração que desincha&lt;br /&gt;fica feito bexiga&lt;br /&gt;largada no canto em final de festa&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' 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Ruiva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08039185348012128001</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://images.orkut.com/orkut/albums/ATgAAADJWIbUqniA8Sz4ye7IyFYQnVt-10zs7h_50_QAgvkwt4AozpJgw-9fP2Slub-cHVVV22TF9H5VzliDo82HaMYYAJtU9VD_ER_GHLcwSUJUvNgppCzEnPCC7g.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5074706240441325206.post-7605712934453968154</id><published>2009-08-05T21:46:00.001-07:00</published><updated>2009-08-05T21:51:51.754-07:00</updated><title type='text'>Tristeza</title><content type='html'>O alegre céu azul&lt;br /&gt;Esconde-se atrás das cinzas nuvens&lt;br /&gt;para derramar suas lágrimas de chuva.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5074706240441325206-7605712934453968154?l=esmolaliteraria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://esmolaliteraria.blogspot.com/feeds/7605712934453968154/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5074706240441325206&amp;postID=7605712934453968154' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5074706240441325206/posts/default/7605712934453968154'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5074706240441325206/posts/default/7605712934453968154'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esmolaliteraria.blogspot.com/2009/08/tristeza.html' title='Tristeza'/><author><name>Barba Ruiva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08039185348012128001</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' 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Enchia o saco de todo mundo pra tomar um gole: dá uma xícara?Uma caneca?A garrafa? Até que eu aprendi a fazer o bendito café. Mas assim, não era qualquer um. Era aquele de embalagem verde. Hummm,delicioso! Só de lembrar me dá arrepios. Pois é,lembrar. Hoje estou aqui para contar para todos que não estou mais tomando esse café. Mas pra isso preciso contar tudo desde o começo.&lt;br /&gt;Foi num dia ao passar perto do Cefet que avistei lá no posto da esquina aquela embalagem verde. Achei estranho no primeiro momento. Mas experimentei e gostei. Levei pra casa e desde então eu pedia para que todos fizessem só desse café para tomar. Hummm,eram dias e tardes e noites de café. E eu tinha minha garrafinha que levava para tudo quanto é canto: era nos tubos, no MON,nos corredores do próprio Cefet, em tudo quanto era parte. Estavámos juntos o tempo todo, eu e o café da embalagem verde. Às vezes me lembrava azeitona, que gosto muito, e muitas vezes misturava os dois pra ver como era. Mas a azeitona,mesmo sendo gostosa, era salgada. E o café? Bom, o café ficava sempre ao meu gosto,meio doce,meio amargo,forte,fraco, e por aí vai.Ficava bom até com chuchu!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passei por momentos plenos, e o café estava lá, pra me confortar com seu cheiro e sabor inconfundíveis. Eram trabalhos e provas extenuantes, ele sempre à mão na caneca preferida, do Pequeno Príncipe, minha marca registrada desde então. &lt;br /&gt;Quando fui morar sozinho, ele esteve do primeiro ao último dia. Houveram noites em claro de estudos, dias de treinamento no serviço e depois mais trabalho, as pulgas do apê que deixaram marcas, e ele sempre lá pra me confortar. Depois de voltar pra casa da minha avó,morar com ela, não o via muito,mas quando via era um ecstase só. Aquela embalagem verde. E o cheiro. Um vício. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E aí veio a faculdade. Não ficava muito presente,mas quando podia,caia nos braços dele, embalando-me no ar com seu bafo de café incrível. Como se fossem aquelas mãos de desenho que levam você sem que saiba que está indo. E você? Vai atrás,claro. Aquele cheiro embriagava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas teve também outro tempo de morar sozinho. E não conseguiria sem ele, com seu sabor forte e decidido, que deixava sua marca registrada na lembrança. E as viagens. Algumas,mas marcantes. Essas foram frisadas pelo seu aroma inconfundível. Seja nos shows da Kylie ou Radiohead, me deixava mais seguro: o mundo podia acabar,pois estaria feliz em morrer ali.&lt;br /&gt;Então o ano começou, os rumos se distinguiram no horizonte. As metas se alteraram, a vida se ampliou para uma gama de possibilidades. Claro, surgiram nesse meio tempo a Gripe suína, mais conhecida como H1N1. Só que outra coisa que aconteceu me tirou o chão: a fábrica desse café fechou suas portas. Não sei se por conta da crise financeira mundial, ou se por vontade do próprio dono, por se sentir cansado de produzir um café que não lhe dá tanto retorno assim. Fiquei desesperado. Fui até o supermercado e comprei kilos daquela embalagem verde. Mas não adiantou: ele vai acabar. Uma hora ou outra ele vai acabar. E de fato,acabou. E estou eu aqui contando a minha tragetória com o café para mostrar que eu não era só viciado no seu sabor, inigualável, e na sua embalagem verde,linda, mas sim nos momentos que me proporcionou. Eram momentos felizes, a própria felicidade travestida de alegria, mas que quando passa vemos que aquela felicidade que falamos é na verdade esses pequenos momentos que nos deixam lembranças bobas e que nos fazem rir numa noite qualquer.&lt;br /&gt;Esses momentos que vão fazer com que sua importância esteja sempre presente. Porque de fato sempre esteve,e talvez nunca se vá. Nem mesmo o aroma que vem mansinho e faz um afago,como que agradecendo por ter feito parte da minha vida. O nome do café? Ah,sim: Café Amor em Pedaços.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5074706240441325206-2451421406354582388?l=esmolaliteraria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://esmolaliteraria.blogspot.com/feeds/2451421406354582388/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5074706240441325206&amp;postID=2451421406354582388' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5074706240441325206/posts/default/2451421406354582388'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5074706240441325206/posts/default/2451421406354582388'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esmolaliteraria.blogspot.com/2009/08/cafe-amor-em-pedacos.html' title='Café amor em pedaços'/><author><name>Barba Ruiva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08039185348012128001</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://images.orkut.com/orkut/albums/ATgAAADJWIbUqniA8Sz4ye7IyFYQnVt-10zs7h_50_QAgvkwt4AozpJgw-9fP2Slub-cHVVV22TF9H5VzliDo82HaMYYAJtU9VD_ER_GHLcwSUJUvNgppCzEnPCC7g.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5074706240441325206.post-772008661093247047</id><published>2009-07-31T20:38:00.000-07:00</published><updated>2009-08-02T20:24:40.880-07:00</updated><title type='text'>Um salto para a eternidade.</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=5074706240441325206"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;    &lt;w:dontgrowautofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:latentstyles deflockedstate="false" latentstylecount="156"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;style&gt; &lt;!--  /* Style Definitions */  p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal  {mso-style-parent:"";  margin:0cm;  margin-bottom:.0001pt;  mso-pagination:widow-orphan;  font-size:12.0pt;  font-family:"Times New Roman";  mso-fareast-font-family:"Times New Roman";} @page Section1  {size:612.0pt 792.0pt;  margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm;  mso-header-margin:36.0pt;  mso-footer-margin:36.0pt;  mso-paper-source:0;} div.Section1  {page:Section1;} --&gt; &lt;/style&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable  {mso-style-name:"Tabela normal";  mso-tstyle-rowband-size:0;  mso-tstyle-colband-size:0;  mso-style-noshow:yes;  mso-style-parent:"";  mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;  mso-para-margin:0cm;  mso-para-margin-bottom:.0001pt;  mso-pagination:widow-orphan;  font-size:10.0pt;  font-family:"Times New Roman";  mso-ansi-language:#0400;  mso-fareast-language:#0400;  mso-bidi-language:#0400;} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;  &lt;/a&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=5074706240441325206"&gt;Levanto da cama. Noite fria, devido à janela entreaberta, no décimo andar. Vejo-me no vidro, resolvo abrí-lo por completo. Sinto o vento no rosto e um leve tremor. Um êxtase, mais exatamente. Sento, então, no parapeito. Fecho os olhos, abro os braços e deixo meu corpo seguir: livre, leve, á deriva no ar. Mas tenho medo, como em todo sonho bom, de acordar. Assusto-me. Tremo. Abro os olhos, mas não consigo levantar, pois quando tento mover as pernas, não tenho mais controle sobre elas: sempre no mesmo movimento. Será ilusão? Prendi-me na eterna vontade de sentir-me como um pássaro.&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5074706240441325206-772008661093247047?l=esmolaliteraria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://esmolaliteraria.blogspot.com/feeds/772008661093247047/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5074706240441325206&amp;postID=772008661093247047' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5074706240441325206/posts/default/772008661093247047'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5074706240441325206/posts/default/772008661093247047'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esmolaliteraria.blogspot.com/2009/07/um-salto-para-eternidade.html' title='Um salto para a eternidade.'/><author><name>Barba Ruiva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08039185348012128001</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://images.orkut.com/orkut/albums/ATgAAADJWIbUqniA8Sz4ye7IyFYQnVt-10zs7h_50_QAgvkwt4AozpJgw-9fP2Slub-cHVVV22TF9H5VzliDo82HaMYYAJtU9VD_ER_GHLcwSUJUvNgppCzEnPCC7g.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5074706240441325206.post-1983018147794084446</id><published>2009-06-29T22:11:00.000-07:00</published><updated>2009-07-27T19:58:31.136-07:00</updated><title type='text'>Perdido na selva</title><content type='html'>Sinto-me perdido. Sim. Esse mundo parece-me uma grande e inexcrupulosa selva. O problema é que não agem por instinto os predadores. Simplesmente agem contra o bem geral para satisfazer sua própria vontade. Esses predadores, primeiramente, mostram-se como um exemplo a ser seguido! Como reis! E nós? Acreditamos, claro. Afinal, os reis não eram escolhidos por Deus?&lt;br /&gt;Nós somos verdadeiros súditos, serviçais, adoradores, passando pra frente suas crença e idéias de um mundo melhor. Mundo esse que fica pior a cada investida deles.&lt;br /&gt;Nós? Somos peixe pequeno. Esses predadores querem mais, muito mais. Dominar uma florestinha qualquer? Não! Tem que dominar toda a selva. Todos os bichos, inclusive nós, estamos nesse bolo. E esse bolo todo inclui desde o baixo até o alto escalão animal. Somos leões, tigres, leopardos, onças, elefantes, macacos, indefesos cachorros e sujos ratos? Infelizmente não. Somos assim: uma representação vergonhosa da nossa classe evolutiva. Movidos por intinto? Nunca! Jamais! Se assim fosse, seriamos dignos do pleito de Animal Irracional. Infelizmente não somos e agimos não por instinto, mas por algo que pode ser pior para evolução: podemos pensar.&lt;br /&gt;O pior não é pensar, raciocinar, e sim usar isso a seu favor sem querer saber o que acontece com o outro,para que nossa necessidade seja nutrida e de quebra tenha sempre umas sobras. Porque é esse o presente dado àquele que fica na margem dessa selva: só as sobras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela é assustadora de longe, mas de perto se pode perceber os caminhos que são feitos para chegar ao cume da montanha. Utópica Montanha? Não. Jamais foi. Dessa forma que os predadores de hoje dominam esse mundo cercado de déspotas e espertalhões, aqueles que nós chamávamos de salvadores da pátria. Essa pátria era pra ser chamada Selva e não Brasil. Aqui viviam índios, animais, plantas, tudo em harmonia, sem a interferência externa e com muito amor ao próximo. Hoje, somos bichinhos fugindo do predador que, erguido por nós reles minhocas da sociedade, nos arrastamos por aí em busca de alguma coisa melhor. Eles estão lá em cima da montanha, torcendo para que chova. Assim, a água sobe e mata a todos. Ou pelo menos a maioria. Os poucos que sobrarem serão erguidos por eles até lá como se isso fosse um presente de Deus.&lt;br /&gt;Em forma de agradecimento, levantaremos estátuas e nomearemos cidades com seus nomes. Altruismo existe? Não sei entre os predadores, mas nós, humildes presas, mesmo muitas vezes não sabendo pronunciar essa palavra, entendemos o seu significado muito além do dicionário.&lt;br /&gt;Ou talvez devêssemos rever se essa palavra deva ser utilizada em nome dos nossos Reis/Predadores. Podemos nos unir e finalmente chegar ao cume da montanha sem o intermédio deles. Podemos, também, fazer com que a chuva chegue até lá. Ou podemos viver por aqui, como minhocas, entrando de buraco em buraco.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5074706240441325206-1983018147794084446?l=esmolaliteraria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://esmolaliteraria.blogspot.com/feeds/1983018147794084446/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5074706240441325206&amp;postID=1983018147794084446' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5074706240441325206/posts/default/1983018147794084446'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5074706240441325206/posts/default/1983018147794084446'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esmolaliteraria.blogspot.com/2009/06/perdido-na-selva.html' title='Perdido na selva'/><author><name>Barba Ruiva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08039185348012128001</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://images.orkut.com/orkut/albums/ATgAAADJWIbUqniA8Sz4ye7IyFYQnVt-10zs7h_50_QAgvkwt4AozpJgw-9fP2Slub-cHVVV22TF9H5VzliDo82HaMYYAJtU9VD_ER_GHLcwSUJUvNgppCzEnPCC7g.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5074706240441325206.post-3695992979271113160</id><published>2009-05-24T22:36:00.000-07:00</published><updated>2009-05-24T22:42:19.572-07:00</updated><title type='text'>E os cavalos?</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_bzSiMA7V8gE/ShovKi1WJdI/AAAAAAAAAE8/1W_62cj8Udw/s1600-h/hoquei_grama2.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 358px; height: 411px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_bzSiMA7V8gE/ShovKi1WJdI/AAAAAAAAAE8/1W_62cj8Udw/s400/hoquei_grama2.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5339632166396896722" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu o conheci faz pouquíssimo tempo, mas comecei a gostar. Era um dia de sol, e tinha um gramado. Tão bonito. E agora eu viciei. Hoje é meu esporte preferido. Combinamos com a galera - ainda são poucos, mas logo teremos mais adeptos - e vamos para o Museu Oscar Niemeyer jogar. O esporte? Hóquei na grama. Há tacos e uma bolinha maior que uma bola de golf. Dura também. E em menos de um mês eu fui para o Campeonato Brasileiro de Hóquei na Grama. Fui convidado mais pra conhecer do que para jogar,realmente. Jogamos pelo time de Florianópolis chamado "Desterro".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O engraçado é que muita gente não conhece esse esporte, e quando eu&lt;br /&gt;explicava, as pessoas perguntavam como era, com o que jogava, se tinha gol. Mas a pior de todas foi perguntarem: e os cavalos?Como vocês fazem com os cavalos? Bom, não há cavalos, só no pólo. E é difícil por isso na cabeça de alguém que pensa que você(como no meu caso sou baixinho) possa ser um joquer. Mas explicamos sobre o esporte, que é um  esporte Olímpico, onde a Argentina é uma potência mundial, em especial no feminino. Tanto que possuem até um apelido por lá: Las Leonas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fomos para o Campeonato Brasileiro, no Rio de Janeiro, numa cidade chamada Deodoro. Ficamos numa vila militar,cercada de favelas. E qual foi nossa surpresa ao chegar lá: havia muitos cavalos e um campo enorme. Sim, era um centro de treinamento de pólo. Foi engraçado. Haviam 5 times e o nosso era o atual campeão. Todas as torcidas contra nós. Ficamos em 3° no masculino e 1° no feminino. E hoje, nos encontramos todos os fins de semana no MON para jogar. Mas ainda há pessoas que chegam perto e perguntam: e os cavalos?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5074706240441325206-3695992979271113160?l=esmolaliteraria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://esmolaliteraria.blogspot.com/feeds/3695992979271113160/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5074706240441325206&amp;postID=3695992979271113160' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5074706240441325206/posts/default/3695992979271113160'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5074706240441325206/posts/default/3695992979271113160'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esmolaliteraria.blogspot.com/2009/05/e-os-cavalos.html' title='E os cavalos?'/><author><name>Barba Ruiva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08039185348012128001</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://images.orkut.com/orkut/albums/ATgAAADJWIbUqniA8Sz4ye7IyFYQnVt-10zs7h_50_QAgvkwt4AozpJgw-9fP2Slub-cHVVV22TF9H5VzliDo82HaMYYAJtU9VD_ER_GHLcwSUJUvNgppCzEnPCC7g.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_bzSiMA7V8gE/ShovKi1WJdI/AAAAAAAAAE8/1W_62cj8Udw/s72-c/hoquei_grama2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5074706240441325206.post-3848441806252086271</id><published>2009-03-24T08:30:00.000-07:00</published><updated>2009-03-24T08:48:52.250-07:00</updated><title type='text'>Foi só uma festa?</title><content type='html'>Primeiro,passamos perrengue pra entrar no busão da excursão e deixar toda a nossa&lt;br /&gt;parafernália: as mochilas. Depois de dar alguns passos,lembramos: A CÂMERA! Voltamos, enquanto o motorista não fechava a porta. Chegando na frente da entrada, o Lu se meteu no bolo e entramos, furando fila. Ele disse que não, mas ao lado da cerca havia MUITA gente emfileirada. De fato não acho que era pra chegar na entrada e perguntar: a fila é aqui?&lt;br /&gt;Na entrada,tensão ao passar pelos seguranças-revistadores.A câmera?Foi parar na cueca do Lu.  Fiquei só com a capa dela. O segurança pegou por fora do bolso,ele sabia o que era, e nem questionou. Adentramos,enfim, na chacára.Um tanto quanto bucólica,eu diria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao chegar no pátio do grande palco, muitas pessoas andavam pra lá e pra cá. Eram 16h40 acho eu e muita gente apinhada na frente do palco,muita gente apinhada no bar,muita gente apinhada na entrada dos banheiros. Depois de irmos ao banheiro e o Lu,no meio do caminho,&lt;br /&gt;comprar um copão de cerveja, notamos que não havia água para lavar a mão.Quem se importa?&lt;br /&gt;Voltamos pro gramado,tirei algumas fotos da minha cara,mas não melhorava em nenhum ângulo.Achei melhor desistir disso e tirei fotos do Lu. Deitei e apaguei. Acordei 18e10 e fomos pra multidão. Nessas horas prefiro ficar em casa assistindo pela tevê.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O dia nem começava a escurecer e eis que os barbudos entram. Olha,não lembro qual foi a&lt;br /&gt;primeira música deles. Lembro que fecharam com Flor(sempre fazem isso) tocaram Cher Antoine(meio inédita em shows) e tocaram o meu chodó: Casa pré-fabricada. Quase chorei nessa parte,juro. Mas nunca chego às vias de fato. Choveu um pouco, foi bom para acalmar os ânimos e&lt;br /&gt;refrescar aquele forno de pessoas. Terminado o show e muita gente voltando pra trás (não me pergunte o porquê) fomos em direção oposta: rumo à grade,sempre. Chegamos mais perto e não demorou muito pra começar o velhinhos mais loucos e visionários do mundo da música: Kraftwerk. Ok,me irritava ouvir as pessoas falarem o nome com pronúncia errada, mas ninguém é obrigado a saber pronunciar alemão corretamente. Até meus companheiros de aula não fazem isso. A melhor parte foi Man Maschine. E depois We are Robots(tãnãnãnã). Era assim que&lt;br /&gt;uma galera gritava,hehehe. Engraçado os fãs NERDs deles. Foi surreal ver os 4 velhinhos sairem da frente dos seus computadores e entrar uns "Semi Human Beings", fazendo relação com a música deles,claro. Eram bonecos com movimentos dos braços e que só tinham a parte do&lt;br /&gt;tronco.Tipo bonecos daqueles que se faz treinamentos de luta,sabe.Os rostos eram parecidos também. Muito bom ver nos telões os desenhos feitos por computadores sehr antigos. E foi rápido e não tocaram a música que o Lu tanto queria: poketcalculator.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Demorou 30min para começar o próximo show e foram tão cansativos. Minhas pernas pediam PELOAMORDEDEUS para sentar, mas não tinha como. Após o show dos alemães fomos mais pra frente, e tinha horas que não eram nossas pernas que seguiam e sim os empurrões que faziam com que agente adentrasse ainda mais para dentro daquele mar de gente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às 22h em ponto iniciou-se o show. Sim, eu me lembro da primeira música: 15 Steps. Os telões mostravam cenas dos músicos fazendo sua música, cada câmera ficava num ângulo deles. Lindo!&lt;br /&gt;Em "There there" a galera começou a pirar e mostrava que ainda não acreditava no que estavam vendo/ouvindo. Liguei a câmera e não tirei mais fotos: agora era movies de qualquer música tocada. Mas acabou lá pela 7a música, o que frustrou-me. Desse modo eu tirava fotos esporádicas do palco para pegar a iluminação que era sehr magnífica.As luzes interagiam com a música e vice-versa.E os músicos também. E a parte mais linda de todas foi cantar como em Dueto com o Tom as últimas palavras de Paranoid Android:  "Rain down, rain down, come on rain down on me". Não houve chuva para celebrar o momento e as palavras,mas se houvesse todos agradeceriam por Deus nos ouvir naquele momento e dar aquilo que pedimos. Não precisa dizer que cantamos em unissono Fake Plastic Trees. Sim, alguém do meu lado gritou: CARLINHOOOOOOOOOOSSSS! Todos rimos e continuamos a cantar. Era incrível como cada um tinha uma preferência.Ora pediam Street Spirit, ora pediam alguma que não reconheci por nome ou não conheço mesmo. Não conheço muito deles, mas nem precisava. Algumas coisas você precisa simplesmente aproveitar e se deixar levar. No momento que você ficava quieto, parado, só prestando atenção no Tom e seu piano, o tio da água passava: água,água, olha a água. A galera xingava e teve até alguns que falavam: mósh no tio da água. Derruba esse cara. Sai da frente seu merda. O show não foi tão efusivo a ponto da galera pular, mas ao cantar as músicas era só olhar para o lado e ver as caras de dor ao cantar "In one minute I lost myself, I lost myseeeeeeeeeeeelf". Ah,tem uma coisa que não contei, mas acho que você talvez tenha visto em fotos pela internet a fora: tinham pendurados no palco tubos parecidos com luz fria, sabe, que interagiam com as luzes e com as batidas. As cores tomaram muitas formas e na música final "Creep" ficaram meio amarelas e meio brancas mas nas batidas da guitarra, logo antes do refrão, ficavam de todas as cores misturadas, como uma aquarela tecnológica, ou uma paleta de tintas do Corel.Eles fizeram 3 BIS. E ao término do último, ao grito de um dos milhares de fãs, o coro começou "Hig and Dry Hig and Dry High and Dry". Eu gritei também. Mas eles não voltaram mais. A multidão foi se disperçando, capas de chuva embolavam-se nos nossos pés fazendo até tropeçarmos, às vezes. Muito copo de água caído no chão. Uma menina saiu carregada, que estava lá na frente, mas acho que foi a única. Todos indo embora, como em procissão, pelo caminho que fizeram para entrar. Uma multidão de fãs felizes/tristes por ter visto a sua banda cantar/ir embora. Brinquei com o Lu que aquilo parecia a festa da Nossa Senhora do Rocio em Paranaguá e comecei a cantar "Salve Oh virgem Senhora do Rociiiiiiiiiiio".Ele riu. Nossas pernas doíam, mas valeu a dor sentida pelo prazer de cantar gritando as músicas que ouvimos tão sozinhos, em nossos fones ou nos computadores, sem sequer mostrar para alguém isso, guardar como segredo, sabe. Todos gritamos, e nosso segredo está guardado em nossa memória agora. Nesse momento reparto ele contigo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5074706240441325206-3848441806252086271?l=esmolaliteraria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://esmolaliteraria.blogspot.com/feeds/3848441806252086271/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5074706240441325206&amp;postID=3848441806252086271' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5074706240441325206/posts/default/3848441806252086271'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5074706240441325206/posts/default/3848441806252086271'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esmolaliteraria.blogspot.com/2009/03/foi-so-uma-festa.html' title='Foi só uma festa?'/><author><name>Barba Ruiva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08039185348012128001</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://images.orkut.com/orkut/albums/ATgAAADJWIbUqniA8Sz4ye7IyFYQnVt-10zs7h_50_QAgvkwt4AozpJgw-9fP2Slub-cHVVV22TF9H5VzliDo82HaMYYAJtU9VD_ER_GHLcwSUJUvNgppCzEnPCC7g.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5074706240441325206.post-7038436525681244513</id><published>2009-03-08T12:11:00.000-07:00</published><updated>2009-03-08T12:35:28.070-07:00</updated><title type='text'>Duas vezes a mesma história.</title><content type='html'>Discurso direto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vamos fazer um programa de casal? Tipo assim, bem romântico?&lt;br /&gt;- Como?&lt;br /&gt;- É, assim: agente vai lá pro parque Tanguá e do alto vemos a cachoeira&lt;br /&gt;e o sol se indo, descendo, se escondendo, assim, de vagarzinho.&lt;br /&gt;- Mas e essa chuva? Como faremos?&lt;br /&gt;- Pois é, não sei. Acho que não vamos ter mais o programa do pôr-do-sol.&lt;br /&gt;- Ué, por quê?&lt;br /&gt;- Porque com a chuva e as nuvens não dá pra ver o pôr-do-sol&lt;br /&gt;direito.  Só o claro ficar escuro.&lt;br /&gt;- Ah, verdade, mas dá pra ver a chuva limpinha, limpando a cidade...&lt;br /&gt;limpando agente.Talvez.&lt;br /&gt;- É,vamos mesmo assim. De um jeito ou de outro vai ser um programa&lt;br /&gt;romântico, sei que vai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Discurso Indireto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eles combinam um programa de casal, daqueles românticos. Querem ver o&lt;br /&gt;pôr-do-sol juntos, lá do alto do Parque Tanguá.&lt;br /&gt;Querem ver a cachoeira caindo, assim como o sol cai do céu ao se&lt;br /&gt;despedir do dia. Mas há um problema: a iminente chuva. Curitiba é&lt;br /&gt;assim mesmo, com seu tempo maluco. Faz com que muitos acabem com seus&lt;br /&gt;programas programados com antecedência para improvisações imediatas.&lt;br /&gt;Então tiram da cabeça a idéia do pôr-do-sol. E questionam o porquê.&lt;br /&gt;Só pela chuva? Sim, com a chuva e as nuvens não dá pra ver o&lt;br /&gt;pôr-do-sol direito, só o claro ficar escuro. Sim, isso é verdade. Mas&lt;br /&gt;dá pra ver a chuva limpinha, limpando a cidade...limpando-os. Talvez.&lt;br /&gt;Vão assim mesmo. De um jeito ou de outro vai ser um programa&lt;br /&gt;romântico, sabem que vai.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5074706240441325206-7038436525681244513?l=esmolaliteraria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://esmolaliteraria.blogspot.com/feeds/7038436525681244513/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5074706240441325206&amp;postID=7038436525681244513' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5074706240441325206/posts/default/7038436525681244513'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5074706240441325206/posts/default/7038436525681244513'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esmolaliteraria.blogspot.com/2009/03/duas-vezes-mesma-historia.html' title='Duas vezes a mesma história.'/><author><name>Barba Ruiva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08039185348012128001</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://images.orkut.com/orkut/albums/ATgAAADJWIbUqniA8Sz4ye7IyFYQnVt-10zs7h_50_QAgvkwt4AozpJgw-9fP2Slub-cHVVV22TF9H5VzliDo82HaMYYAJtU9VD_ER_GHLcwSUJUvNgppCzEnPCC7g.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5074706240441325206.post-7820051166752484140</id><published>2009-02-18T04:00:00.000-08:00</published><updated>2009-02-18T05:52:19.515-08:00</updated><title type='text'>Varal vazio.</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_bzSiMA7V8gE/SZv4i879SQI/AAAAAAAAAEI/unCFUQzZXkY/s1600-h/dancewhile.bmp"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 400px; height: 265px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_bzSiMA7V8gE/SZv4i879SQI/AAAAAAAAAEI/unCFUQzZXkY/s400/dancewhile.bmp" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5304106265515739394" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;André Felipe de Medeiros - &lt;a href="http://www.flickr.com/photos/andrefelipedm/"&gt;www.flickr.com/photos/andrefelipedm/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            "Sinto o vento, o frio e o calor. O bafo de um dia quente e o frescor de uma noite fria. Tudo isso sinto e mais ainda o peso da solidão.&lt;br /&gt;             A falta, a sombra, o canto vazio, a voz que ecoa pela casa vazia, sozinha, a buscar todos os cantos à procura de alguém para ouví-la. Mas não há ninguém. Não mais. E cada roupa que passo, cada prato que lavo, cada gesto, cada conversa, se esvai pelos cômodos como vento sem direção.&lt;br /&gt;             Ao ver a louça com a sua sujeira, o chão e o seu pó, a cama e o seu suor, irrito, entristeço e, por fim, fico bem. Pois é assim que deve ser. Uma semente nascida de mim precisa ser semeada em outros campos. A evolução! O vento semeia e leva pra longe. Talvez aqui não florescesse. Ou não desse frutos. Ou nem vingasse. Mas vingou. Longe daqui. O vento nunca mais trouxe nenhum aroma até mim. Não sinto e procuro a cada golfada de ar que enche meu peito. Não acho. E não me acha, o cheiro de mim mesma.&lt;br /&gt;            Aqui, sozinha, só tenho que lembrar. Lavo. Passo. Cozinho. Faço tudo isso para o meu passado. Para as coisas que tive e que não voltarão. Para as noites em claro, com seus choros, suas dores até mesmo eu sentia. Meu peito rachado com suas mamadas e mordidas. E eu chorava, mas deixava. Você precisava, tão fraquinho. O meu leite foi seu sustento durante muito tempo. E como cagava, meu Deus! E eu limpava com todo esmero. Deixava tudo limpo, cheiroso, para que todos que chegassem de supetão encontrassem um bom lar para um lindo bebê.&lt;br /&gt;           Hoje estão lá na gaveta aqueles pedaços de pano. Cravados pelas lembranças. Sujos, pesados pela experiência. Já foram de um tudo: pano de prato, pano de pia, pano de chão, pano de lustrar móveis, pano de bunda, pano de cheiro, pano de vômito. Nunca jogados fora. Sempre lá, guardados para lembrar de todas as coisas que você fez. Tudo. E só a lembrança fica. Pela janela vejo penduradas as fraldas que esquentou teu corpinho nas noites frias. E quando sujas, lavava e pendurava no varal. Pareciam ter vida com o forte vento. Como se dançassem ao som de uma música que vem de longe. E assim eu durmo, triste canção de ninar."&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5074706240441325206-7820051166752484140?l=esmolaliteraria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://esmolaliteraria.blogspot.com/feeds/7820051166752484140/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5074706240441325206&amp;postID=7820051166752484140' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5074706240441325206/posts/default/7820051166752484140'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5074706240441325206/posts/default/7820051166752484140'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esmolaliteraria.blogspot.com/2009/02/varal-vazio.html' title='Varal vazio.'/><author><name>Barba Ruiva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08039185348012128001</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://images.orkut.com/orkut/albums/ATgAAADJWIbUqniA8Sz4ye7IyFYQnVt-10zs7h_50_QAgvkwt4AozpJgw-9fP2Slub-cHVVV22TF9H5VzliDo82HaMYYAJtU9VD_ER_GHLcwSUJUvNgppCzEnPCC7g.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_bzSiMA7V8gE/SZv4i879SQI/AAAAAAAAAEI/unCFUQzZXkY/s72-c/dancewhile.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5074706240441325206.post-4388848446748324671</id><published>2009-02-11T17:18:00.000-08:00</published><updated>2009-02-11T17:19:22.235-08:00</updated><title type='text'>Tempo em Curitiba</title><content type='html'>Quanto sol fazia antes de cair a chuvarada&lt;br /&gt;E você ali, parada&lt;br /&gt;Sem poder fazer nada.&lt;br /&gt;Sequer saberia&lt;br /&gt;que ali embaixo da blusa enxarcada&lt;br /&gt;uma gota de suor escorria.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5074706240441325206-4388848446748324671?l=esmolaliteraria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://esmolaliteraria.blogspot.com/feeds/4388848446748324671/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5074706240441325206&amp;postID=4388848446748324671' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5074706240441325206/posts/default/4388848446748324671'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5074706240441325206/posts/default/4388848446748324671'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esmolaliteraria.blogspot.com/2009/02/tempo-em-curitiba.html' title='Tempo em Curitiba'/><author><name>Barba Ruiva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08039185348012128001</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://images.orkut.com/orkut/albums/ATgAAADJWIbUqniA8Sz4ye7IyFYQnVt-10zs7h_50_QAgvkwt4AozpJgw-9fP2Slub-cHVVV22TF9H5VzliDo82HaMYYAJtU9VD_ER_GHLcwSUJUvNgppCzEnPCC7g.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5074706240441325206.post-8232833626500254736</id><published>2009-01-30T04:14:00.000-08:00</published><updated>2009-01-30T04:29:26.245-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>E num piscar de olhos, amanheceu!&lt;br /&gt;A chuva não cai mais e o sol vem com toda força. O calor te faz acordar,por te grudar no colchão de tanto suor. E tu?Ah,tu não levantas. Ficas mais um pouco até que se torna insuportável a sensação grudenta e asquerosa. OK,vais pro banho que é melhor.&lt;br /&gt;Uma chuveirada no lombo e na cara pra acordar e, claro, pra baixar a juba. De banho e café tomado, vais à rua ver o que acontece nessa cidade que, de tão quente, parece o próprio inferno. É como se o diabo ficasse à espreita vendo tudo o que fazes e quando menos esperas ele passa correndo e dá um tapa na tua bunda. Na segunda vez passa a mão, pra mostrar que tá tirando com a tua cara.&lt;br /&gt;Sim,ele te vê.&lt;br /&gt;E antes mesmo que percebas, está de lava até o pescoço. Pisas em brasa e não sabes o porquê. O sapato grosso não adianta de nada, pois queimará e grudará a sola no teu pé, deixando mais doído ainda.&lt;br /&gt;Esse mar de gente fugindo ou correndo atrás de algo, esses são os condenados. Tu queres ser um deles? Não?&lt;br /&gt;Então fujas, coelho, fujas!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5074706240441325206-8232833626500254736?l=esmolaliteraria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://esmolaliteraria.blogspot.com/feeds/8232833626500254736/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5074706240441325206&amp;postID=8232833626500254736' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5074706240441325206/posts/default/8232833626500254736'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5074706240441325206/posts/default/8232833626500254736'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esmolaliteraria.blogspot.com/2009/01/e-num-piscar-de-olhos-amanheceu-chuva.html' title=''/><author><name>Barba Ruiva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08039185348012128001</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://images.orkut.com/orkut/albums/ATgAAADJWIbUqniA8Sz4ye7IyFYQnVt-10zs7h_50_QAgvkwt4AozpJgw-9fP2Slub-cHVVV22TF9H5VzliDo82HaMYYAJtU9VD_ER_GHLcwSUJUvNgppCzEnPCC7g.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5074706240441325206.post-3608274161329060149</id><published>2009-01-15T18:35:00.000-08:00</published><updated>2009-01-15T18:36:13.676-08:00</updated><title type='text'>Começou 2009</title><content type='html'>"Porque é assim que é. Naturalmente. As coisas sempre prestes a serem apanhadas. E você eternamente prestes a apanhá-las. Como uma sina. Sempre prestes." Caio F.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5074706240441325206-3608274161329060149?l=esmolaliteraria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://esmolaliteraria.blogspot.com/feeds/3608274161329060149/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5074706240441325206&amp;postID=3608274161329060149' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5074706240441325206/posts/default/3608274161329060149'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5074706240441325206/posts/default/3608274161329060149'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esmolaliteraria.blogspot.com/2009/01/comeou-2009.html' title='Começou 2009'/><author><name>Barba Ruiva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08039185348012128001</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://images.orkut.com/orkut/albums/ATgAAADJWIbUqniA8Sz4ye7IyFYQnVt-10zs7h_50_QAgvkwt4AozpJgw-9fP2Slub-cHVVV22TF9H5VzliDo82HaMYYAJtU9VD_ER_GHLcwSUJUvNgppCzEnPCC7g.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5074706240441325206.post-5072727296661571739</id><published>2009-01-07T16:41:00.000-08:00</published><updated>2009-01-07T16:42:25.067-08:00</updated><title type='text'>Na casa da praia</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Bookman Old Style&amp;quot;;"&gt;Estava deitada quando ouvi o barulho do trinco. Não levantei, só fiquei ouvindo. Passos rápidos pela casa e coisas que eram batidas: pá, pum. Soava como música. Parecia que tinha ritmo. E tinha. Apressado. Não entendi, mas tive medo. Embaixo das cobertas eu tremia, às vezes de frio.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Bookman Old Style&amp;quot;;"&gt;Eu dormia num quarto separado. Mamãe e papai dormiam no da frente, mais próximo da sala. Minha mãe cuidava de mim. Era tão carinhosa. Tinha copo com leite e remédios em cima da penteadeira. Algumas toalhas e uma bacia ao lado da cama. Eu via a fumaça saindo dela, e tinha pedras de gelo. Eu falava pra mamãe que tava com frio, mas ela dizia que tudo bem. Até que assim, sem mais nem menos, eu fiquei um pouco melhor. Não sentia mais tanto frio, mas mamãe não vinha mais no quarto me ver. Papai só gritava com ela e eu ouvia tudo lá de dentro.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Bookman Old Style&amp;quot;;"&gt;Depois daquele dia do barulho na porta eu nunca mais ouvi barulho algum. Chamei por mamãe, e nada. Demorei bastante pra chamar por papai, ele era brabo que só. Mas um dia chamei. &lt;st1:personname productid="Em vão. Ninguém" st="on"&gt;Em vão.  Ninguém&lt;/st1:PersonName&gt; respondeu. Até que resolvi fazer força e levantar da cama. Estava melhor. Ao tentar abrir a porta, não consegui. Foram dias difíceis aqueles ao lado do trinco. Até que um dia alguém abriu. Foi tão bom! A janela também. Fazia sol e o ar fresco entrando no quarto me deu coragem para sair pela casa dançando e rodando. Assim, gradativamente, foram abrindo as janelas e as portas. Eu entrava e saía por todas, para provar para mim que podia. Sentia até um pouco de calor. Que bom, sinal que estava boa mesmo. No chuveiro de fora me refrescava. Aqui na praia às vezes faz muito calor. Nunca mais vi meus pais. Às vezes pergunto pras pessoas que vêm aqui em casa passar férias, mas ninguém me fala nada. Acho que nem sabem nada. Pelo menos com as crianças é diferente. Agente brinca, pula, se diverte. Parece que só elas sabem que eu existo. Só elas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5074706240441325206-5072727296661571739?l=esmolaliteraria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://esmolaliteraria.blogspot.com/feeds/5072727296661571739/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5074706240441325206&amp;postID=5072727296661571739' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5074706240441325206/posts/default/5072727296661571739'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5074706240441325206/posts/default/5072727296661571739'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esmolaliteraria.blogspot.com/2009/01/na-casa-da-praia.html' title='Na casa da praia'/><author><name>Barba Ruiva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08039185348012128001</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://images.orkut.com/orkut/albums/ATgAAADJWIbUqniA8Sz4ye7IyFYQnVt-10zs7h_50_QAgvkwt4AozpJgw-9fP2Slub-cHVVV22TF9H5VzliDo82HaMYYAJtU9VD_ER_GHLcwSUJUvNgppCzEnPCC7g.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5074706240441325206.post-6216840852661780014</id><published>2008-12-21T22:40:00.000-08:00</published><updated>2008-12-21T23:05:13.316-08:00</updated><title type='text'>Fragmento de Folhas ao vento</title><content type='html'>&lt;span style=";font-family:Times New Roman;font-size:130%;"  &gt;Na  esquina parei para ver de que lado vinha o ônibus, mas nem de longe  via sinal dele. Olhei para um lado, para o outro e nada. O vento passava  pela nuca e entrava na camiseta, arrepiando às vezes, mas não cobri  a cabeça com capuz. Tantos carros passavam, não era para tanto naquela hora da manhã. E eram tão velhos, com ferrugens nas portas, vidros  quase quebrados, ou quase sem vidros. Na rua haviam panelas com poças  marrons que esvaziavam-se e enchiam-se conforme os carros passavam e  espirravam suas águas sujas de lama. Não chegou a espirrar nenhuma  em mim, e talvez por isso, por não irem tão longe, as águas voltavam  para seu buraco. &lt;/span&gt; &lt;p&gt;     &lt;span style=";font-family:Times New Roman;font-size:130%;"  &gt;Aquela  encruzilhada me deixou um pouco desnorteado. Enquanto esperava, olhava o ajudante  do Supermercado Vitória, logo à frente, descarregar o caminhão de  verduras e frutas. Olhei ele descarregar as caixas cheias de verdes escuros e verdes claros, laranjas e vermelhos, e com  outras cores que não identifiquei do que seria. O vento me esfriava a cara, a cintura que não era  coberta totalmente pela minha blusa e os cachorros que vinham na minha  direção. Eles chegaram, cheiraram minhas pernas e cada um seguiu atrás  do outro, atravessando a rua correndo e latindo de lá do outro lado  para mim. Fiz barulho com a boca, estalei os dedos, bati nas pernas,  mas nenhum voltou. O maior latiu, grosso e imponente latido, mas voltou  para o outro lado e de lá desceu a rua à esquerda.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;font-size:130%;"  &gt;Perco-me em pensamentos e o ônibus vira a esquina.Voltei pro ponto, mãos abanando em sinal e subi.Eram sete da manhã, estava letárgico de sono.Limpei as remelas e coloquei os fones em seus devidos lugares: fone direito na orelha direita; fone esquerdo na orelha esquerda. Amúsica me levou pra longe, assim como o ônibus.E assim mesmo eu viajei.Uma viagem rápida,mas feliz.Talvez por isso seja tão boa, pois não se tem tempo de entediar-se. As árvores passam correndo pela janela como que apressadas para chegar em algum lugar. O vento bate em meus cabelos, os cachos que caem na testa voam desesperados.Assim me sinto muitas vezes, como meu cabelo numa rajada de vento: desesperado. Sinto-me como uma folha ao vento, sem rumo, ao deleite dele, que leva-me para onde quer e em qualquer direção. Penso ser em todas,mas se assim fosse, pelo menos eu conheceria todas as possibilidades. Não é assim que funciona. Ele venta pra lá e você vai. Quando nota, perdeu-se na multidão com milhares de outras folhas tão perdidas quanto você.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5074706240441325206-6216840852661780014?l=esmolaliteraria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://esmolaliteraria.blogspot.com/feeds/6216840852661780014/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5074706240441325206&amp;postID=6216840852661780014' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5074706240441325206/posts/default/6216840852661780014'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5074706240441325206/posts/default/6216840852661780014'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esmolaliteraria.blogspot.com/2008/12/fragmento-de-folhas-ao-vento.html' title='Fragmento de Folhas ao vento'/><author><name>Barba Ruiva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08039185348012128001</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://images.orkut.com/orkut/albums/ATgAAADJWIbUqniA8Sz4ye7IyFYQnVt-10zs7h_50_QAgvkwt4AozpJgw-9fP2Slub-cHVVV22TF9H5VzliDo82HaMYYAJtU9VD_ER_GHLcwSUJUvNgppCzEnPCC7g.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5074706240441325206.post-4835034323897706248</id><published>2008-11-30T19:01:00.000-08:00</published><updated>2008-11-30T19:14:27.590-08:00</updated><title type='text'>Caixinha de Música</title><content type='html'>&lt;p  style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 35.4pt;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;A valise foi aberta e em cima da mesa ficou. Era hipnotizante, como se dali saísse o som &lt;span style="" class="nfakPe"&gt;de&lt;/span&gt; uma &lt;span style="" class="nfakPe"&gt;música&lt;/span&gt;, uma batida qualquer que remete à infância, onde guardamos nossos segredos e desejos. Mas era só uma idéia, aquilo realmente era uma valise aberta em cima da mesa.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p  style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 35.4pt;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Seu vestido negro, com formas geométricas retangulares, ora vazias, ora cheias, &lt;span class="nfakPe"&gt;de&lt;/span&gt; uma cor que lembra areia. O colar vermelho dava duas voltas, ficando caído sobre o busto; um anel &lt;span class="nfakPe"&gt;de&lt;/span&gt; prata na mão esquerda, com pedras não reconhecíveis a olho nu; uma pulseira com formas ovaladas dourada e no centro &lt;span class="nfakPe"&gt;de&lt;/span&gt; uma delas havia um relógio. Uma garrafinha &lt;span class="nfakPe"&gt;de&lt;/span&gt; água-&lt;span class="nfakPe"&gt;de&lt;/span&gt;-coco sobre a mesa era o diferencial. No espelho vê seus longos cabelos pretos. E passa os dedos por entre os fios como se os desembaraçasse.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p  style="margin: 0cm 0cm 0pt;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span&gt;            &lt;/span&gt;            Mesmo com outras mesas no recinto ninguém notou sua presença, nem mesmo com aquela valise toda aberta, exposta, escondendo todo o cuidado, a delicadeza, o esmero dela por si mesma.Tirou um batom e passou nos lábios: primeiro no inferior, puxando a boca bem para baixo, como se mostrasse as obturações ao dentista; depois o superior.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p  style="margin: 0cm 0cm 0pt;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span&gt;            &lt;/span&gt;            Muitas pessoas passavam, para lá e para cá. Paravam, depois seguiam; entravam, depois seguiam. Nas mesas ao lado, duas mulheres tomando refrigerantes light:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p  style="margin: 0cm 0cm 0pt;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span&gt;            &lt;/span&gt;            - Cláudia, não sei você, mas segunda começo meu regime.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p  style="margin: 0cm 0cm 0pt;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span&gt;            &lt;/span&gt;            - Marta, pare! Você acha que eu perco tempo com isso? Como tudo que quero e, depois, vou queimar na academia, nas aulas &lt;span class="nfakPe"&gt;de&lt;/span&gt; Boby-Combat. Meu professor é liiiiiindoooooo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p  style="margin: 0cm 0cm 0pt;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span&gt;            &lt;/span&gt;            Noutra mesa, um garoto e seus celulares: três ao todo. Enquanto ouve músicas em um, joga noutro e o terceiro, provavelmente, para uma emergência, caso alguém venha a ligar.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p  style="margin: 0cm 0cm 0pt;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span&gt;            &lt;/span&gt;            Na mesa mais longe, duas meninas conversam:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p  style="margin: 0cm 0cm 0pt;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span&gt;            &lt;/span&gt;            - Não tô a fim &lt;span class="nfakPe"&gt;de&lt;/span&gt; ir pro cursinho hoje.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p  style="margin: 0cm 0cm 0pt;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span&gt;            &lt;/span&gt;            - Também não.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p  style="margin: 0cm 0cm 0pt;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span&gt;            &lt;/span&gt;            - Vamos ver as lojas?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p  style="margin: 0cm 0cm 0pt;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span&gt;            &lt;/span&gt;            - Vamos! – e saem quase que correndo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p  style="margin: 0cm 0cm 0pt;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p  style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 35.4pt;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Depois &lt;span class="nfakPe"&gt;de&lt;/span&gt; fechar a valise, lacrar e olhar ao redor, pega a bengala fazendo menção &lt;span class="nfakPe"&gt;de&lt;/span&gt; levantar-se, mas sequer sai do lugar. Seus olhos bem abertos, como se tentando olhar longe, com o rosto preparado para dar uma gargalhada, não solta nem um sorriso &lt;span class="nfakPe"&gt;de&lt;/span&gt; canto &lt;span class="nfakPe"&gt;de&lt;/span&gt; boca. Aperta os olhos com os dedos, como se fossem colados e estivesse apenas aderindo mais a cola. Abre a valise novamente (sua &lt;span class="nfakPe"&gt;caixinha&lt;/span&gt; &lt;span class="nfakPe"&gt;de&lt;/span&gt; &lt;span class="nfakPe"&gt;música&lt;/span&gt;?) e com os dedos por entre os fios tenta desembaraçar. Não são mais negros seus longos cabelos brancos. O tempo passa e lembra quando, lá pelos idos &lt;span class="nfakPe"&gt;de&lt;/span&gt; 1940, quis conquistar o filho do banqueiro, futuro advogado, cobiçado por todas as garotas da cidade. Hoje é morto, o infeliz, e deixou tudo que tinha para ela, incluindo a ingratidão dos filhos, que brigam ao dizer:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p  style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 35.4pt;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;- Mãe, o que a senhora com 77 anos vai fazer num shopping?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p  style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 35.4pt;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;- Ver o movimento, minha filha, o movimento! – e pensa: ela acha que só porque sou velha esqueci da minha idade. Precisa ficar lembrando toda hora?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5074706240441325206-4835034323897706248?l=esmolaliteraria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://esmolaliteraria.blogspot.com/feeds/4835034323897706248/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5074706240441325206&amp;postID=4835034323897706248' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5074706240441325206/posts/default/4835034323897706248'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5074706240441325206/posts/default/4835034323897706248'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esmolaliteraria.blogspot.com/2008/11/caixinha-de-msica.html' title='Caixinha de Música'/><author><name>Barba Ruiva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08039185348012128001</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://images.orkut.com/orkut/albums/ATgAAADJWIbUqniA8Sz4ye7IyFYQnVt-10zs7h_50_QAgvkwt4AozpJgw-9fP2Slub-cHVVV22TF9H5VzliDo82HaMYYAJtU9VD_ER_GHLcwSUJUvNgppCzEnPCC7g.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5074706240441325206.post-6050524572749340763</id><published>2008-11-19T18:01:00.001-08:00</published><updated>2008-11-19T18:03:06.064-08:00</updated><title type='text'>Praia mansa ou praia brava?</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;Eu tive um tempo de calmaria. Onde a marola era o meu impulso e me jogava pra lá e pra cá. E eu ia. Nem sabia pra onde. Assim era bom. Sem ter plena vontade do que queria, seguia sem rumo definido. E assim eu era feliz, mesmo sem saber. Apesar de muitos dizerem o quanto são infelizes por não saberem pra onde vão. Eu que sei, não consigo uma marola sequer que vá para a mesma direção. Agora são ondas enormes, como tsunames, que vêm contra. A meta é chegar até o cume e saber se o que vê agrada. Se não agradar, não tem problema. A força da onda é tão grande que te jogará de volta pras areias da praia.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5074706240441325206-6050524572749340763?l=esmolaliteraria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://esmolaliteraria.blogspot.com/feeds/6050524572749340763/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5074706240441325206&amp;postID=6050524572749340763' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5074706240441325206/posts/default/6050524572749340763'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5074706240441325206/posts/default/6050524572749340763'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esmolaliteraria.blogspot.com/2008/11/praia-mansa-ou-praia-brava.html' title='Praia mansa ou praia brava?'/><author><name>Barba Ruiva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08039185348012128001</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://images.orkut.com/orkut/albums/ATgAAADJWIbUqniA8Sz4ye7IyFYQnVt-10zs7h_50_QAgvkwt4AozpJgw-9fP2Slub-cHVVV22TF9H5VzliDo82HaMYYAJtU9VD_ER_GHLcwSUJUvNgppCzEnPCC7g.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5074706240441325206.post-7297863273333692920</id><published>2008-11-10T10:08:00.000-08:00</published><updated>2008-11-10T10:18:11.339-08:00</updated><title type='text'>Na beira da estrada.</title><content type='html'>O grito saiu como um vômito, sem controle ou desejo. Sem ânsia ou mal-estar. Saiu. Longe seguiu em ondas propagadas direção à mata, mas do outro lado da estrada se ouviu.&lt;br /&gt;Nem pássaro, nem grilo, nem bicho algum ousou emitir som naquele momento. O silêncio tomou o lugar e os amigos que acompanhavam no carro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que deu nele? - dizia o balãozinho que apareceu em cima das cabeças deles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os olhares de interrogações não tinham a menor idéia do que o balãozinho daquela cabeça dizia. Na verdade estava para explodir. Foi um grito com fúiria, mas tinha medo. Como algum enterrado vivo que consegue a liberdade. A vida às vezes pode ser um caixão lacrado embaixo da terra. Finalmente a saída foi encontrada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E agora, o que faço? - Faça o resto valer a pena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele tinha finalmente descoberto algumas finalidades da sua vida. Caiu de joelhos e chorou.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5074706240441325206-7297863273333692920?l=esmolaliteraria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://esmolaliteraria.blogspot.com/feeds/7297863273333692920/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5074706240441325206&amp;postID=7297863273333692920' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5074706240441325206/posts/default/7297863273333692920'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5074706240441325206/posts/default/7297863273333692920'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esmolaliteraria.blogspot.com/2008/11/na-beira-da-estrada.html' title='Na beira da estrada.'/><author><name>Barba Ruiva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08039185348012128001</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://images.orkut.com/orkut/albums/ATgAAADJWIbUqniA8Sz4ye7IyFYQnVt-10zs7h_50_QAgvkwt4AozpJgw-9fP2Slub-cHVVV22TF9H5VzliDo82HaMYYAJtU9VD_ER_GHLcwSUJUvNgppCzEnPCC7g.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5074706240441325206.post-5763840693975666324</id><published>2008-11-01T10:43:00.000-07:00</published><updated>2008-11-01T10:45:24.157-07:00</updated><title type='text'>Um café para esquecer.</title><content type='html'>De tanto perceber que tinha tanto pra dizer, não disse nada.Deixou um bilhete no guardanapo só pra dizer que ali esteve. O café pagou e esqueceu que alguém poderia tê-lo esperado. Na rua, a cada esquina passada, esquece a rua que passou, como um "backspace" da memória. As coisas que ficaram pra trás são esquecidas com o tempo. Não é culpa dele. Somente uma maneira viver.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5074706240441325206-5763840693975666324?l=esmolaliteraria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://esmolaliteraria.blogspot.com/feeds/5763840693975666324/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5074706240441325206&amp;postID=5763840693975666324' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5074706240441325206/posts/default/5763840693975666324'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5074706240441325206/posts/default/5763840693975666324'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esmolaliteraria.blogspot.com/2008/11/um-caf-para-esquecer.html' title='Um café para esquecer.'/><author><name>Barba Ruiva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08039185348012128001</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://images.orkut.com/orkut/albums/ATgAAADJWIbUqniA8Sz4ye7IyFYQnVt-10zs7h_50_QAgvkwt4AozpJgw-9fP2Slub-cHVVV22TF9H5VzliDo82HaMYYAJtU9VD_ER_GHLcwSUJUvNgppCzEnPCC7g.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5074706240441325206.post-5121104343808009439</id><published>2008-09-26T19:30:00.000-07:00</published><updated>2008-09-26T21:03:11.881-07:00</updated><title type='text'>Erupção</title><content type='html'>Escrevi,dobrei e deixei no espelho, para poder ser melhor vista. Não tinha assinatura (não precisava). O apelido que começava o texto já denotava de quem era(e pra quem).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;       Lia e não acreditava naquilo (como ele pôde fazer isso?). O tremor das mãos e do corpo anunciava a erupção de lágrimas que viria. E derramaria-se por todo o corpo para queimar a cidade inteira que é. Com seus habitantes, seus costumes, seu dialeto, sua crença. Ali, como todos os habitantes da cidade, fugiu de medo de ser queimado por aquilo que saiu do interior do vulcão. E queria outra cidade, com novos ares, novos horizontes, novos vulcões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;       Ao escrever a carta, pensei em cada momento (bom ou ruim), cada sorriso, cada lágrima, e aquilo foi minando ainda mais o meu ser, pois gostei daquilo que passou, não do presente momento. Aquilo tudo foi e sempre será uma linda história. Cada palavra escrita, pensei e repensei para não me arrepender de escrevê-la algum dia. Talvez me arrependa, mas hoje não. E a letra foi a mais bonita que encontrei em meu acervo de caligrafia mental. Nenhum erro para não denotar nenhuma fraqueza. Nenhum ponto também, fui seco, sem parada do começo ao fim. E ao deixar aquela carta ali, leve por ter somente um papel, derramei um peso de mim, como o tamanho de um iceberg escondido debaixo dágua. Não é visto, mas está lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;       Lia e relia e não acreditava(como pôde?)."A vida é uma caixinha de surpresas", já dizia a piada pronta. Esta piada pode ser mortal dependendo de quem a conta e de quem a ouve, ou melhor, de quem a sofre. Humor negro, diria. E uma vida passa por entre os pensamentos que voam e seguem longe daquele papel tão bem escrito pelo amor outrora vivivo e acreditado. Os olhos e os dedos, trêmulos, acharam o isqueiro na gaveta. Ao acendê-lo, houve o paradoxo: apagar o fogo da paixão. Iniciou-se o processo de esquecimento. A liberdade do sofrimento. O início depois do fim(Como é difícil!), como sendo a vida depois da vida. A perda da suposta alegria de viver. E após o papel inteiro queimado, as cinzas caíram sobre o colo, manchando os dedos com a fuligem. Aquele vulcão ficaria extinto. Não se sabe até quando. A natureza não explica esse fatos para ninguém, só deixa no ar que pode ter sido por puro capricho.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5074706240441325206-5121104343808009439?l=esmolaliteraria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://esmolaliteraria.blogspot.com/feeds/5121104343808009439/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5074706240441325206&amp;postID=5121104343808009439' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5074706240441325206/posts/default/5121104343808009439'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5074706240441325206/posts/default/5121104343808009439'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esmolaliteraria.blogspot.com/2008/09/erupo.html' title='Erupção'/><author><name>Barba Ruiva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08039185348012128001</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://images.orkut.com/orkut/albums/ATgAAADJWIbUqniA8Sz4ye7IyFYQnVt-10zs7h_50_QAgvkwt4AozpJgw-9fP2Slub-cHVVV22TF9H5VzliDo82HaMYYAJtU9VD_ER_GHLcwSUJUvNgppCzEnPCC7g.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5074706240441325206.post-7502634912469373279</id><published>2008-09-15T20:28:00.000-07:00</published><updated>2008-09-15T20:31:12.428-07:00</updated><title type='text'>Keep Walking</title><content type='html'>Ás vezes penso que vôo. E vôo bastante. Muitas vezes baixo, por entre os pés das pessoas, e olho pra cima pra vê-las no olhos assustados pelo vento que passa por debaixo da saia. Vejo os ratos que correm para o burac mais próximo nas calçadas e as baratas que voam dos boeiros. Já tentei acompanhar uma para saber por onde andam, mas param em qualquer doce que encontram pelo caminho. Continuei. Então subi. Para o mais alto e o mais longinquo lugar. Da onde não se vê mais nada e vê tudo. Mas um dia eu finco o pé no chão. Assim, como quem não quer nada, em algum terreno baldio onde coisa alguma cresce,somente as montanhas de lixos: ô plantinha fácil de pegar,hein!?! E quem sabe darei frutos. Dos bons. Grandes e suculentos, mas também pequenos e mortais, pois não tem como ser belo sem ser ordinário. De alguma forma, mesmo sem querer, sempre se é. A cada minuto, sessenta pensamentos. Uma hora torna-se eterna. O tempo parou ou eu não notei? Mas sempre me diziam: se não podes voar, tu tens perna praquê? Corre, uai. Então eu corri. E agora, pra onde vou?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5074706240441325206-7502634912469373279?l=esmolaliteraria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://esmolaliteraria.blogspot.com/feeds/7502634912469373279/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5074706240441325206&amp;postID=7502634912469373279' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5074706240441325206/posts/default/7502634912469373279'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5074706240441325206/posts/default/7502634912469373279'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esmolaliteraria.blogspot.com/2008/09/keep-walking.html' title='Keep Walking'/><author><name>Barba Ruiva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08039185348012128001</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://images.orkut.com/orkut/albums/ATgAAADJWIbUqniA8Sz4ye7IyFYQnVt-10zs7h_50_QAgvkwt4AozpJgw-9fP2Slub-cHVVV22TF9H5VzliDo82HaMYYAJtU9VD_ER_GHLcwSUJUvNgppCzEnPCC7g.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5074706240441325206.post-7567544696171374170</id><published>2008-07-11T16:09:00.000-07:00</published><updated>2008-07-11T16:10:51.152-07:00</updated><title type='text'>Moldura errada</title><content type='html'>&lt;div&gt;No porta retrato não havia retrato.&lt;/div&gt; &lt;div&gt;Pendurado no portão, era bege e de madeira, assim como o portão.Mas não se camuflava.E raramente se abrir, o portão. E as correntes que travavam passavam por dentro e por fora, como se ligassem os dois mundos.&lt;/div&gt;  &lt;div&gt;Aqui fora é um mundão de meu Deus, com seus carros e buzinas, pessoas e falaria. O cochicho urbano era mais baixo que os pensamentos que pareciam gritos presos do lado de dentro do muro.&lt;/div&gt; &lt;div&gt;Aqui dentro era só solidão. Com minhas vagas na garagem para carro algum. Minhas chaves me trancavam e me soltavam para o mundo lá fora. Mas o que eu via era só uma moldura, bege, de madeira, meio quebrada acho eu. E via o que de fora queria entrar: a confusão.&lt;/div&gt;  &lt;div&gt;Aqui é tranquilo, sem barulho nem baderna. Posso ver quem vem de lá.Um retrato animado, com sua imagem que se move e tem som. Mas é melhor trancar o portão antes que a foto ali tirada seja eu seguindo adiante nessa imensa confusão.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5074706240441325206-7567544696171374170?l=esmolaliteraria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://esmolaliteraria.blogspot.com/feeds/7567544696171374170/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5074706240441325206&amp;postID=7567544696171374170' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5074706240441325206/posts/default/7567544696171374170'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5074706240441325206/posts/default/7567544696171374170'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esmolaliteraria.blogspot.com/2008/07/moldura-errada.html' title='Moldura errada'/><author><name>Barba Ruiva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08039185348012128001</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://images.orkut.com/orkut/albums/ATgAAADJWIbUqniA8Sz4ye7IyFYQnVt-10zs7h_50_QAgvkwt4AozpJgw-9fP2Slub-cHVVV22TF9H5VzliDo82HaMYYAJtU9VD_ER_GHLcwSUJUvNgppCzEnPCC7g.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5074706240441325206.post-8952963272111721114</id><published>2008-07-08T18:04:00.000-07:00</published><updated>2008-07-08T18:06:51.101-07:00</updated><title type='text'>Meio vazia ou meio cheia.</title><content type='html'>A corisa escorria,quase como cachoeira.Era o cheiro que me fazia sufocar.Mas eu não largaria até acabar aquela parede.Para mim era branca,mas na lata tinha o nome característico que só uma mulher saberia diferenciar: gelo. Muito fria,gélida de mais. Passava a impressão de ser o pólo norte de tão fria.Melhor dar vida para isso aqui, mais cores,alegrias.&lt;br /&gt;Amarelo é uma boa cor.Ouro. Dinheiro. Cor quente, vibrante. Preciso disso na minha vida. Vibração quente. Isso me excita. A brocha é tão ruim para pintar e o pincel é tão trabalhoso. Ainda bem que não sou pintor de paredes, só faço por gosto de mudança. O cheiro de tinta sempre me remete a mudança. É preciso mudar o cenário para que o filme continue. Enquanto tiro as marcas de bolor que estão bem abaixo da janela, sinto outro cheiro que me irrita o nariz. Deixo lavada a parede com o espirro certeiro. Se eu ingerisse tinta, poderia pintar a parede em 5 minutos, só com um "ascesso" de espirro. Mas é muita fantasia para uma cabeça só. Ás vezes penso ser dois ou três em um mesmo corpo, querendo fazer duas ou três coisas ao mesmo tempo e querendo ter dois ou três corpos a mais na minha cama.&lt;br /&gt;Realmente o amarelo me faz bem. Aquele da cor da gema. Isso me dá fome. E talvez por isso mesmo seja alegre, pois alimentar-se deixa-nos felizes. Tão bom comer! Mas o que interessa é terminar essa parede, só essa. Acho bacana essa alteração do ambiente somente com uma parede de cor diferente. Vi isso num programa de TV. E ainda mais com a janela no meio. Como sendo uma passagem para um novo mundo. Que vontade de pular essa janela e seguir adiante. Quantas demão precisa pra ficar amarelão,hein? Talvez ela soubesse. Adora pintar paredes. Mas a lata costuma sempre esvaziar antes do tempo, e a vontade também se esvai. A minha tinta amarela ainda está até a boca na lata.Encherei a casa de cor, quente e vibrante. Alguém precisa fazer isso. E não aquele gelo total, como o pólo-norte. Vejo o bafo saindo da boca em dia frio ao olhar essa parede tão...gelo. Antes eu acreditava que como nos pólos ocorriam as Auroras Boreais para alegrar a vida gélida. Mas isso é raro, assim como as mudanças e melhorias que vêm com elas. Prefiro mudar de pólo para melhorar antes que fique eu também congelado olhando para a parede que não muda nunca. Mais três quartos de tinta e termino essa parede. Como sendo um sol na minha vida. Clareará tudo e todos assim que passsarem por aquela porta. E a janela será mais convidativa para o desconhecido que por ela se vê. Essa parede amarela será o coração da casa, com seu calor e vibração pulsante. Espero que essa tinta nunca se acabe e que sobre para que eu pinte as outras paredes da casa. Preciso levar esse calor para os outros cômodos. Senão será sempre aquela lata no canto da dispensa com bolor por cima. Eu penso demais e esqueço de colocar o jornal para aparar a tinta no chão. Pelo menos sei que não terei briga por isso depois, já não faz diferença o que faço. Para mim por hora é tudo amarelo. Talvez para ela seja sempre o gelo que pinta o seu coração.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5074706240441325206-8952963272111721114?l=esmolaliteraria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://esmolaliteraria.blogspot.com/feeds/8952963272111721114/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5074706240441325206&amp;postID=8952963272111721114' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5074706240441325206/posts/default/8952963272111721114'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5074706240441325206/posts/default/8952963272111721114'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esmolaliteraria.blogspot.com/2008/07/meio-vazia-ou-meio-cheia.html' title='Meio vazia ou meio cheia.'/><author><name>Barba Ruiva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08039185348012128001</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://images.orkut.com/orkut/albums/ATgAAADJWIbUqniA8Sz4ye7IyFYQnVt-10zs7h_50_QAgvkwt4AozpJgw-9fP2Slub-cHVVV22TF9H5VzliDo82HaMYYAJtU9VD_ER_GHLcwSUJUvNgppCzEnPCC7g.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5074706240441325206.post-7921703412796998503</id><published>2008-06-21T11:41:00.000-07:00</published><updated>2008-06-21T11:46:55.817-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>E de repente o sol nasceu.Era como se fosse alguém acenando de longe para você, e seus olhos não conseguiriam ver, pois a bebida tinha deixado muito abalado.Não somente ela, a bebida,mas também alguém que deixara.Ás vezes largar é pior do que ser largado.Seria sentimento de culpa?A vida prega peças,e se esperarmos o número certo de peças,podemos montar um lindo quebra-cabeça, contando uma linda história que poderá ser emoldurada e pendurada na parede maior da sala. Assim todos poderão ver o quanto você se esforçou por isso e o quanto você tem orgulho.Mas, às vezes, nem mesmo a luz do sol ilumina a vida.&lt;br /&gt;Mesmo assim é melhor imaginar que há alguém depois daquela luz que cega de prima do que imaginar que depois disso só há escuridão e nenhuma mão para te amparar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5074706240441325206-7921703412796998503?l=esmolaliteraria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://esmolaliteraria.blogspot.com/feeds/7921703412796998503/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5074706240441325206&amp;postID=7921703412796998503' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5074706240441325206/posts/default/7921703412796998503'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5074706240441325206/posts/default/7921703412796998503'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esmolaliteraria.blogspot.com/2008/06/e-de-repente-o-sol-nasceu.html' title=''/><author><name>Barba Ruiva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08039185348012128001</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://images.orkut.com/orkut/albums/ATgAAADJWIbUqniA8Sz4ye7IyFYQnVt-10zs7h_50_QAgvkwt4AozpJgw-9fP2Slub-cHVVV22TF9H5VzliDo82HaMYYAJtU9VD_ER_GHLcwSUJUvNgppCzEnPCC7g.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5074706240441325206.post-8404155002365140638</id><published>2008-06-04T20:59:00.000-07:00</published><updated>2008-06-04T21:10:06.142-07:00</updated><title type='text'>Fogo-Fátuo - Parte 2</title><content type='html'>Após tirar o cobertor,paralisou, avistando ao longe o tufão, levantando tudo a sua volta.Não acreditou no que presenciara(Como não apagou a vela?). Fé, foi a única resposta que lhe veio a cabeça. E agradeceu a Deus, ajoelhando-se. Olhando o céu, sem entender se eram nuvens ou poças de lama cinzenta, voltou-se para a vela, baixando a cabeça para melhor vê-la.&lt;br /&gt;    Certa vez, tentando adentrar no desconhecido, quis chamar atenção de espíritos no andar de cima da sua casa, onde não ficava ninguém, acendendo uma vela. Olhou bem próximo da sua chama percebendo suas nuances laranja-vermelho-amarelo-azul.Não atraiu nenhum espectro ou coisa do outro mundo. Só notou que a chama aumentara de tamanho.Aquela cor azul crescia, fazendo crescer também aquela angústia  retraída, talvez. Ficou horas ali, deitado, apreciando-a. Surpriendeu-se ao notar alguém atrás dela,mas não se alterou. Levantou o corpo e colocou as mãos à frente dela, dizendo: O que quer?. Era seu pai, camuflando-se no azul da vela, apreciando o filho pela cor dos próprios olhos. Por um momento achou estar ainda no andar de cima da sua casa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5074706240441325206-8404155002365140638?l=esmolaliteraria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://esmolaliteraria.blogspot.com/feeds/8404155002365140638/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5074706240441325206&amp;postID=8404155002365140638' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5074706240441325206/posts/default/8404155002365140638'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5074706240441325206/posts/default/8404155002365140638'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esmolaliteraria.blogspot.com/2008/06/fogo-ftuo-parte-2.html' title='Fogo-Fátuo - Parte 2'/><author><name>Barba Ruiva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08039185348012128001</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://images.orkut.com/orkut/albums/ATgAAADJWIbUqniA8Sz4ye7IyFYQnVt-10zs7h_50_QAgvkwt4AozpJgw-9fP2Slub-cHVVV22TF9H5VzliDo82HaMYYAJtU9VD_ER_GHLcwSUJUvNgppCzEnPCC7g.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5074706240441325206.post-4143366340000991974</id><published>2008-05-28T19:35:00.000-07:00</published><updated>2008-05-28T19:44:21.897-07:00</updated><title type='text'>Manuscrito de gaveta.</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;Uma homenagem ao nome do blog da Tati que sempre senti inveja, agora não mais.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;Estava sem sono, como sempre, procurando algo para fazer. Sabe quando a cama parece ter formiga ou pregos? Ou coisa que o valha. Mais ou menos assim. Os livros não me motivam mais, os romances pra ser mais exato. Sempre gostei das histórias curtas, onde você continua com o personagem que não é seu para um lugar que só você criou. Algo que você quer que ele faça, para onde ir, com quem e como. Algo infinito! Sim, você continua a história sem querer, na rua quando anda até o ponto de ônibus, ou ao esperar o elevador te levar até o andar desejado. Os romances não, eles contam sua história e pronto, param ali. Tem aqueles que contam histórias que podem continuar, mas mesmo assim são muito limitados. Os contos não, têm vida própria, seguindo para inúmeros caminhos. Imprecisos e imprevistos. Foi assim que lembrei de algo que havia escrito e jogado na gaveta do criado mudo. E como ele é mudo, nunca falaria dos meus escritos, a não ser que eu fosse até eles por vontade própria. Eu sei, piada infame. Mas fazer o quê, sou assim!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;Abri e peguei aquele velho caderno que levava para cima e para baixo. Não saía de casa sem ele, pois poderia ter alguma idéia maluca imperdível que poderia se perder na grande confusão que era minha cabeça. Ainda é. E lá estava muita coisa inútil registrada. Uma vez li, e aprovei, que se algo é realmente importante e útil, você não precisa se desesperar em anotar, pois sua mente fará o papel de trazer a lembrança novamente. Se não voltar, não valia muito a pena passar para frente.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;Mesmo depois de tanto tempo, a sua aparência não era tão velha (10 anos talvez?). Um pouco ensebado, com as folhas dobradas, como se tivesse tirado ontem da mochila e o jogasse ali. Confesso que fiquei um pouco excitado com a situação, afinal seria uma descoberta sobre mim. Registrei muitos anseios, alegrias, tristezas, amores, saudades, momentos de pouca importância que achei bonito, coisas sem sentido no momento do registro e outras ainda sem sentido. Ao pegá-lo, foi como o primeiro beijo. Uma ânsia percorreu o corpo e arrepiou os pêlos. Deu vontade de fazer uma coisa idiota... e fiz! Joguei o caderno novamente na gaveta e fechei-a. Respirei fundo, fechando os olhos e, enfim, abri a gaveta. Peguei sem cerimônia o caderno que antes era jogado em tudo quanto é buraco que ia. Conheceu praticamente todos os banheiros que usei, por ser o melhor lugar para escrever, o corpo se acostumava a esvair coisas: merda, mijo, vômito, sentimentos, percepções, aflições, desejos. Mas pousado em meu colo, com a luz do abajur iluminando o nome, veio-me a piada pronta mais boba que criei: Manuscrito, se escrevesse com os pés, seria Pédiscrito. Imbecil, mesmo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;Com aquele peso em meu colo, joguei a cabeça para trás e viajei no tempo lembrando em como fazer uma boa história aproveitando todas as frases prontas de filmes, livros, peças de teatro e até histórias em quadrinhos, criando os mundos dentro dos mundos, conversando entre si como sendo linhas, cordas talvez, onde uma nota é diferente da outra, mas ainda sim fazem parte do mesmo instrumento musical.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5074706240441325206-4143366340000991974?l=esmolaliteraria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://esmolaliteraria.blogspot.com/feeds/4143366340000991974/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5074706240441325206&amp;postID=4143366340000991974' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5074706240441325206/posts/default/4143366340000991974'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5074706240441325206/posts/default/4143366340000991974'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esmolaliteraria.blogspot.com/2008/05/manuscrito-de-gaveta.html' title='Manuscrito de gaveta.'/><author><name>Barba Ruiva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08039185348012128001</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://images.orkut.com/orkut/albums/ATgAAADJWIbUqniA8Sz4ye7IyFYQnVt-10zs7h_50_QAgvkwt4AozpJgw-9fP2Slub-cHVVV22TF9H5VzliDo82HaMYYAJtU9VD_ER_GHLcwSUJUvNgppCzEnPCC7g.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5074706240441325206.post-781549990266355539</id><published>2008-02-14T18:35:00.000-08:00</published><updated>2008-02-14T18:48:59.974-08:00</updated><title type='text'>Fogo-fátuo- Parte 1</title><content type='html'>&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;– E as luzes, cadê?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;Tudo escuro, somente um barulho (um risco de fósforo) e a luz surge, mas em pequena proporção. Logo à frente, uma vela acesa, e um bilhete caem (de onde, não se sabe. Seria do céu?), plainando encima da vela, já começando a queimar. Rapidamente ele o pega e lê em voz alta, para gravar mais rápido na memória, já que o papel não pára de queimar. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;"Não deixa a luz se apagar!"&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;Vira cinzas o pequeno papel. Pegou a vela, com todo cuidado, fitou-a lentamente durante um bom tempo, sem saber por quanto, mas hipnotizara-se rapidamente por ela, sua eterna protegida. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;span&gt;            &lt;/span&gt;Um barulho aproxima-se. Lembra-se como se fosse hoje quando ouvira este barulho. Era pequenino ainda e seus pais o levaram para passar férias na Flórida. Com todo aquele furor de conhecer a terra do Tio San, esqueceram-se que no verão surgem inesperados visitantes naquelas áreas. Presenciaram um tufão somente, mas bastou para que o pequenino não esquecesse jamais daquele barulho, o qual ao lembrar, arrepios brotam do mais profundo da sua alma para suas costas, como formigas atacando quem ataca sua toca. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;span&gt;            &lt;/span&gt;Era mesmo o vento. Ele vem fazendo barulho, derrubando tudo o que tiver pela frente. Ao lado, vê um pedaço de pano, como cobertor, mas não felpudo. Pega-o e cobre-se da cabeça aos pé, deixando a vela bem no meio das pernas,protegendo-a com as mãos. O vento passa, balançando-o, porém a vela fica intacta, imóvel. Nem sequer encostou-se nela, o vento, indo embora importunar outros.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5074706240441325206-781549990266355539?l=esmolaliteraria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://esmolaliteraria.blogspot.com/feeds/781549990266355539/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5074706240441325206&amp;postID=781549990266355539' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5074706240441325206/posts/default/781549990266355539'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5074706240441325206/posts/default/781549990266355539'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esmolaliteraria.blogspot.com/2008/02/fogo-ftuo-parte-1.html' title='Fogo-fátuo- Parte 1'/><author><name>Barba Ruiva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08039185348012128001</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://images.orkut.com/orkut/albums/ATgAAADJWIbUqniA8Sz4ye7IyFYQnVt-10zs7h_50_QAgvkwt4AozpJgw-9fP2Slub-cHVVV22TF9H5VzliDo82HaMYYAJtU9VD_ER_GHLcwSUJUvNgppCzEnPCC7g.jpg'/></author><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5074706240441325206.post-8639536567446348868</id><published>2008-02-09T11:27:00.000-08:00</published><updated>2008-02-09T11:34:00.043-08:00</updated><title type='text'>Cachorro Louco</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:Arial, Helvetica, sans-serif;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;         &lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-family:Arial, Helvetica, sans-serif;font-size:100%;"&gt;Cachorro            louco&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial, Helvetica, sans-serif;font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;          &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Arial, Helvetica, sans-serif;font-size:85%;"&gt;O pesado            ar desta tarde me sufoca e me atormenta. É como se os portões            do inferno fossem abertos, para que a cambada pudesse entrar, finalmente.            E ninguém sairá, não desta vez.&lt;br /&gt;          Agosto é mesmo o mês do cachorro louco. Nos seus primeiros            dias, passei frio ao tomar banho pela manhã antes do trabalho.            Hoje, no seu último, acordo suando as gorduras que não            tenho. Vou sem tomar banho mesmo.&lt;br /&gt;          Decido não ir ao trabalho, prefiro ficar na praça com            os mendigos e os cães, pelo menos eles são felizes na            sua marginalidade, e loucos também, por cada coisa que se torna            importante nas suas infelizes vidas. Os mendigos por suas cachaças,            os cães por seus ossos sem carne.&lt;br /&gt;          O céu chumbado, como caixão lacrado, impede-me de ver            o sol. O vento começa manso, dando lugar a um animal voraz, feroz.&lt;br /&gt;          Folhas correm como loucas, fugindo das grades (Ou fogem de mim?) que            insistem prendê-las através do caminho. Algumas vão            parar na cara do ciclista, que perde o equilíbrio, mas não            chega a cair.&lt;br /&gt;          Uma leve tristeza ultrapassa a barreira da felicidade, e o mendigo vem            contando piadas e eu não rio de nenhuma. Não acho nenhuma            graça em coisa alguma.&lt;br /&gt;          - Acho que vai chover, - um senhor diz ao passar perto de mim.&lt;br /&gt;          Só respondo com um “Ahã” e mudo o olhar de            direção.&lt;br /&gt;          - Tomara que chova! – eu falo em voz baixa.&lt;br /&gt;          Sim, tomara, uma chuva abundante, que inunde minha alma, afogando minhas            mágoas e lembranças ruins. As boas também. Ainda            é contente e barulhenta, ensurdecendo meus ouvidos, uma voz que            grita, estronda, como um relâmpago.&lt;br /&gt;          Cansei de não ter mais felicidade alguma para me preocupar. Quero            que me traga novamente a alegria de antes, quando não havia nada            pesado em meu peito, quando o silêncio não era aterrorizante.            Mais barulho na vida, com uma cor mais simples, sem enfeite, mais cinzenta.            Não a esse vácuo que me faz flutuar, como na imensidão            do percurso do oceano, bloqueando-me o respirar.&lt;br /&gt;          E penso: Oh, minha amada, com teus lábios doces esbranquiçados,            que leva meu peito no teu derradeiro abraço, meus gemidos de            prazer e suspiros de paixão, com teus invertidos e improváveis            beijos. A pele que me cobre e esconde os medos e ilusões, foram            arrancadas pelo teu desejo. Minha vida, tortura eterna, num simples            e eterno desenlaço.&lt;br /&gt;          E vejo-te seguindo com o vento, que te leva sem que queiras, parando            no caminho por somente emaranhar-te em grades, voando às pressas,            como que em busca de alguma embarcação; esquece-te do            chão. Digo, “Não vá!”, mesmo sabendo            que, para mim, os sonhos e fantasias eram tão reais quanto tuas            verdades, e que as juras eternas do meu coração, enfim,            foram em vão.&lt;br /&gt;          Os outros vão embora, fico sozinho no mesmo banco, lembrando            daqueles momentos inoportunos de conversa desinteressada, arfando o            vento, sentindo o peso interno com assombro. Sabendo que nada será            capaz de levar de mim tamanho sofrimento, nem mesmo o tempo, o amor            que dentro de mim deixou somente escombro.&lt;br /&gt;          Quero fugir das tuas palavras que me engasgam os pensamentos, pensar            que são de algum filme sem graça, talvez para meu próprio            bem, fingir; contigo, que já não és somente uma,            são várias: livres, eternas, perenes, correndo no ar,            voando, afoita. E naquele lugar onde nunca mais fui, onde escondi os            mais aterrorizantes desejos e tormentos, na imensidão daquele            mar de um azul-anil, torna a surgir, a inesperada esperança,            daquele sentimento que me fez feliz, hoje triste, (seria amor?) que            vêm como fantasma, por entre portas, me açoita.&lt;br /&gt;          Por favor, esqueças o que te representei um dia, ou o que acho            que nunca fui. Realizando teus desejos mais insólitos, imunes            de negação, escravo deles não houve melhor. Guiando-me            no teu mar, o meu navio via somente teus faróis. Tão límpidos,            virginais, como o céu e o mar que se juntam somente no horizonte,            por serem irmãos gêmeos da própria pele: azuis.            Sendo pescado pelas tuas simples (e idiotas) iscas românticas,            enferrujados anzóis.&lt;br /&gt;          Enfim, vejo que as cores no horizonte tornam-se simples, nebulosas.            A chuva vem eminente; sua capa de gotas transparentes, caindo separadas,            juntando-se ao cair, como um manto de prazer para o esperado acalanto,            da minha triste e não menos límpida e imaculada alma que            ainda sente.&lt;br /&gt;          Continuo assim, sem guarda-chuva ou capa para proteger a roupa que pouco            usei. Levanto do banco, solitário, na praça que não            há nem mesmo cães. A chuva assusta até mesmo os            mendigos, que hoje não pediram nenhuma moeda para cachaça.&lt;br /&gt;          Lavando o rosto, na água cristalina, esqueço:&lt;br /&gt;          tudo o que um dia fiz;&lt;br /&gt;          tudo o que um dia tive;&lt;br /&gt;          tudo o que um dia quis;&lt;br /&gt;          tudo o que representa o futuro.&lt;br /&gt;          Não mais me escondo em grandes muros, para depois não            conseguir escalá-los. Agora sinto que o ar vem fácil,            nem me sufoca, nem me atormenta.&lt;br /&gt;          Entendo o mês do cachorro louco, sou eu quem deixa ele um pouco            assim. Sigo na direção certa, um pouco mais leve. Não,            não perdi peso. Abre-se o portão para que eu possa entrar,            finalmente. E sigo em paz, leve descanso. Não sofrerei, não            desta vez.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Arial, Helvetica, sans-serif;font-size:85%;"&gt;Conto selecionado para a 11ª  Coletânea de Contos Fantásticos&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Arial, Helvetica, sans-serif;font-size:85%;"&gt;Link: http://www.camarabrasileira.com/contosselecionados11a.htm&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5074706240441325206-8639536567446348868?l=esmolaliteraria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://esmolaliteraria.blogspot.com/feeds/8639536567446348868/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5074706240441325206&amp;postID=8639536567446348868' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5074706240441325206/posts/default/8639536567446348868'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5074706240441325206/posts/default/8639536567446348868'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esmolaliteraria.blogspot.com/2008/02/cachorro-louco.html' title='Cachorro Louco'/><author><name>Barba Ruiva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08039185348012128001</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://images.orkut.com/orkut/albums/ATgAAADJWIbUqniA8Sz4ye7IyFYQnVt-10zs7h_50_QAgvkwt4AozpJgw-9fP2Slub-cHVVV22TF9H5VzliDo82HaMYYAJtU9VD_ER_GHLcwSUJUvNgppCzEnPCC7g.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5074706240441325206.post-8960816616658975766</id><published>2008-02-03T07:50:00.000-08:00</published><updated>2008-02-03T07:53:56.218-08:00</updated><title type='text'>Escritos</title><content type='html'>Eu tinha um papel em branco&lt;br /&gt;nada dizia&lt;br /&gt;nada escondia&lt;br /&gt;deixava-se levar pela inspiração de quem escrevia.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5074706240441325206-8960816616658975766?l=esmolaliteraria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://esmolaliteraria.blogspot.com/feeds/8960816616658975766/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5074706240441325206&amp;postID=8960816616658975766' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5074706240441325206/posts/default/8960816616658975766'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5074706240441325206/posts/default/8960816616658975766'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esmolaliteraria.blogspot.com/2008/02/escritos.html' title='Escritos'/><author><name>Barba Ruiva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08039185348012128001</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://images.orkut.com/orkut/albums/ATgAAADJWIbUqniA8Sz4ye7IyFYQnVt-10zs7h_50_QAgvkwt4AozpJgw-9fP2Slub-cHVVV22TF9H5VzliDo82HaMYYAJtU9VD_ER_GHLcwSUJUvNgppCzEnPCC7g.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5074706240441325206.post-2252743084775880194</id><published>2008-01-18T17:04:00.000-08:00</published><updated>2008-01-18T17:20:13.196-08:00</updated><title type='text'>Relâmpago</title><content type='html'>&lt;div&gt;Uma barulheira sem tamanho.Em cinco ou dez minutos acabaria.&lt;br /&gt;"Odeio barulho nessas horas."&lt;br /&gt;Ninguém me ouvia,todos compenetrados em seus tabuleiros e relógios,quase quebrando ambos. Muitos perdiam muito rápido,e na mesma proporção ganhavam,claro. Se eu pudesse ouvir os pensamentos de cada um deles nesse momento,ficaria louco.Ainda bem que não, pois não conseguiria me concentrar no meu jogo. Fiquei olhando a multidão feliz/triste por ter ganhado/perdido e eu ali, nos meus trinta segundos de desconcentração.E foram eles que me fizeram ver o que me esperava: um mate pastor! Pensei comigo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Louco,só pode! Posso acabar com ele! Acha que sou infantil demais para não notar? Ainda bem que não sou conhecido aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt; &lt;div&gt;Encurralei a dama dele no canto, ameaçando com o cavalo,depois o peão e mais tarde com o bispo, e assim seguiu minha dominação rumo à vitória, sem chances para aquele menino que não me conhecia. Ainda bem. Mais 30s e ele estava encurralado. Dei um mate com o cavalo e o bispo, nem precisando tirar minha dama do lugar, nobre dama, não precisava resolver pequenos problemas. Esses, ficam para os serviçais.&lt;br /&gt;Ao sair vitorioso da sala, notei que haveriam mais cinco rodadas naquele dia. Respirei fundo, fui tomar um ar lá fora e me preparei, afinal o que eu deveria temer?  &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5074706240441325206-2252743084775880194?l=esmolaliteraria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://esmolaliteraria.blogspot.com/feeds/2252743084775880194/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5074706240441325206&amp;postID=2252743084775880194' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5074706240441325206/posts/default/2252743084775880194'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5074706240441325206/posts/default/2252743084775880194'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esmolaliteraria.blogspot.com/2008/01/relmpago.html' title='Relâmpago'/><author><name>Barba Ruiva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08039185348012128001</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://images.orkut.com/orkut/albums/ATgAAADJWIbUqniA8Sz4ye7IyFYQnVt-10zs7h_50_QAgvkwt4AozpJgw-9fP2Slub-cHVVV22TF9H5VzliDo82HaMYYAJtU9VD_ER_GHLcwSUJUvNgppCzEnPCC7g.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5074706240441325206.post-7712494265939059603</id><published>2008-01-15T15:21:00.000-08:00</published><updated>2008-01-15T15:22:12.843-08:00</updated><title type='text'>Coisa feia!</title><content type='html'>- Olha,vou falar um palavrão.&lt;br /&gt;- Fala, então,fala!&lt;br /&gt;- Bosta.&lt;br /&gt;- Ah,só isso?&lt;br /&gt;- Só,por quê?&lt;br /&gt;- O meu além de palavrão, é bem pesado.&lt;br /&gt;- Fala,então,fala!&lt;br /&gt;- Bosta de elefante.&lt;br /&gt;- ¬¬,sem graça.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5074706240441325206-7712494265939059603?l=esmolaliteraria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://esmolaliteraria.blogspot.com/feeds/7712494265939059603/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5074706240441325206&amp;postID=7712494265939059603' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5074706240441325206/posts/default/7712494265939059603'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5074706240441325206/posts/default/7712494265939059603'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esmolaliteraria.blogspot.com/2008/01/coisa-feia.html' title='Coisa feia!'/><author><name>Barba Ruiva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08039185348012128001</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://images.orkut.com/orkut/albums/ATgAAADJWIbUqniA8Sz4ye7IyFYQnVt-10zs7h_50_QAgvkwt4AozpJgw-9fP2Slub-cHVVV22TF9H5VzliDo82HaMYYAJtU9VD_ER_GHLcwSUJUvNgppCzEnPCC7g.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5074706240441325206.post-5990954127293066061</id><published>2008-01-08T17:40:00.000-08:00</published><updated>2008-01-08T17:48:13.660-08:00</updated><title type='text'>À espera de boas notícias.</title><content type='html'>Pela janela vi que fazia sol. já às seis da matina.&lt;br /&gt;"Hoje será um dia bom!"&lt;br /&gt;De um pulo fui parar na frente do espelho do banheiro. Mesmo com as remelas penduradas, mostrava um homem feliz.&lt;br /&gt;"Vou fazer a barba."&lt;br /&gt;Liguei o chuveiro e deixei o vapor subir até neblinar minha imagem difusa, agora sem barba nem remelas.&lt;br /&gt;"Como é bom uma ducha quente no lombo."&lt;br /&gt;Todos deveriam ter esse direito. Até mesmo os pilantras da agência.Até aqueles cachorros. Não importa, quero aproveitar a ducha porque hoje vai ser um dia bom.&lt;br /&gt;Laranjas?Milho?Soja?Talvez.Mas hoje vai ser um dia bom, e eu não me canso de falar.O banheiro reverberava essa frase como um hino ou um mantra. Espero que seja melhor que o Om. Absolutamente será um bom dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui começamos a primeira história deste blog e deste ano.&lt;br /&gt;Até mais.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5074706240441325206-5990954127293066061?l=esmolaliteraria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://esmolaliteraria.blogspot.com/feeds/5990954127293066061/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5074706240441325206&amp;postID=5990954127293066061' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5074706240441325206/posts/default/5990954127293066061'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5074706240441325206/posts/default/5990954127293066061'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esmolaliteraria.blogspot.com/2008/01/espera-de-boas-notcias.html' title='À espera de boas notícias.'/><author><name>Barba Ruiva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08039185348012128001</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://images.orkut.com/orkut/albums/ATgAAADJWIbUqniA8Sz4ye7IyFYQnVt-10zs7h_50_QAgvkwt4AozpJgw-9fP2Slub-cHVVV22TF9H5VzliDo82HaMYYAJtU9VD_ER_GHLcwSUJUvNgppCzEnPCC7g.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5074706240441325206.post-9054672158408872258</id><published>2008-01-06T14:55:00.000-08:00</published><updated>2008-01-06T14:59:25.551-08:00</updated><title type='text'>Cachorro sem dono</title><content type='html'>Chegou antes de acabar 2007 minha mais nova publicação:&lt;br /&gt;A 9ª Coletânea de Contos Fantáticos feita pela CBJE. Fui selecionado para ingressar a coletânea com o conto que dá nome ao meu primeiro livro de contos: Cachorro sem dono.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não postarei ainda o conto.&lt;br /&gt;Abraço&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5074706240441325206-9054672158408872258?l=esmolaliteraria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://esmolaliteraria.blogspot.com/feeds/9054672158408872258/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5074706240441325206&amp;postID=9054672158408872258' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5074706240441325206/posts/default/9054672158408872258'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5074706240441325206/posts/default/9054672158408872258'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esmolaliteraria.blogspot.com/2008/01/cachorro-sem-dono.html' title='Cachorro sem dono'/><author><name>Barba Ruiva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08039185348012128001</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://images.orkut.com/orkut/albums/ATgAAADJWIbUqniA8Sz4ye7IyFYQnVt-10zs7h_50_QAgvkwt4AozpJgw-9fP2Slub-cHVVV22TF9H5VzliDo82HaMYYAJtU9VD_ER_GHLcwSUJUvNgppCzEnPCC7g.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
